Petite reduzido à pequenez

Contra grandes jogam. Ou assim devia ser. Mas não foi o caso desta eliminatória. O Ferroviário da Beira teve um adversário que fez jus ao seu nome. Petite. De facto, o representante das Ilhas Maurícias na Taça CAF foi simplesmente pequeno ante o Ferroviário de Lucas Bararijo Joaquim, que, a partir de Curepipe, começou a desenhar o rumo da eliminatória.

É que depois do 2-1 favorável aos vencedores da Taça de Moçambique, trazido das Ilhas Maurícias, toda a curiosidade residia na quantidade de golos que a turma moçambicana conseguiria diante do seu público. Porque, como sói dizer-se, eram favas contadas…

CORDEIRINHOS

Não houve nem sequer uma tentativa de esboço de eventual viragem do rumo da eliminatória, mesmo jogando em terreno adversário, pois foi o conjunto da casa que, mal o árbitro queniano apitou pela primeira vez, partiu para as “hostilidades”, remetendo o adversário a um aturado trabalho defensivo. Com jogadas muito bem elaboradas, pinceladas por um comportamento que consistia na plena assunção de grandeza, o Ferroviário da Beira começou o jogo com um golo, logo ao primeiro minuto. Seu autor foi Maninho que, correspondendo a um centro de Elísio, atirou a bola para o sítio certo.

Não houve reacção da parte do Petite. Aliás, tudo quanto se notou foi um total conformismo, portando-se como verdadeiro cordeirinho diante de um lobo. Tudo quanto o Ferroviário ensaiava saía com perfeição. As jogadas eram a toda a largura do terreno, saindo com perfeição o 4x4x2 adoptado por Lucas Bararijo, com Cufa e Mambucho, no eixo da defesa a anularem com toda a facilidade a veleidade dos dois homens mais adiantados do Petite, nomeadamente Helling Stevenson e Calambe Gurty, ainda que este último se revelasse algo “rebelde”. Aos três minutos não surgiu o segundo golo, porque o guarda-redes da turma mauriciana se tornou elástico de conseguiu desviar a trajectória da bola, levando-a para lá da linha do fundo.

O público delirava com as jogadas bem elaboradas dos “locomotivas” e pedia a ampliação do marcador, dadas as inúmeras ocasiões que se criavam. Mesmo assim, à passagem da primeira meia-hora do jogo, o Ferroviário reduz a pressão que exercia sobre a defesa do Petite, por demérito próprio, porque até essa altura, o adversário dos “locomotivas” era um conjunto… simples. E isso ficou provado, pois quanndo a turma moçambicana reassumiu a postura inicial, Gildo teve uma oportunidade, mas viu o seu remate ser devolvido pela trave, quando estavam jogados 16 minutos.

Para ilustra as debilidades ofensiva do Petite Reivère, fazemos referência de só aos 20 minutos Willard ter sido “incomodado” pela primeira vez, quando viu uma bola chutada por George Emmanuel passar ao lado. Nos momentos wem que o Petite tentou “rebelar-se”, Cufa, com categoria, fez-se presente, com cortes acrobáticos, ou com saídas para o ataque com a bola em condições de se jogar.

O segundo golo do Ferroviário, apontado por Edson, aos 37 minutos, era esclarecedor justo da supremacia da turma anfitriã, mesmo que, em pano branco, tenha caído uma nódoa, quando Calambe Gurty não perdoou a falha da defesa “locomotiva” e, aos 39 minutos, reduziu a desvantagem, chegando-se ao intervalo com o marcador a apontar um 2-1, a favor do conjunto moçambicano.