Uns a jogar e outros a marcar

Esta é uma daquelas muitas histórias sobre uma equipa que tanto joga, cria vários lances de golo e as desperdiça e, do outro lado, um adversário que sem criar tanto alarido e até não dar tanto nas vistas aproveita as poucas ocasiões de golo que cria para, de facto, marcar.

E foi isso o que se viu na tarde de ontem, com o Ferroviário da Beira a jogar como a criar bastas ocasiões de golo sem, entretanto, chegar ao golo.

E em um lance mais de génio quanto de classe do que necessariamente uma criação de toda a equipa, a Liga Desportiva lá chegou ao golo.

Não foi para traduzir uma eventual superioridade ou campo ou outros adjectivos de conveniência.

Foi a vitória, aqui sim, se conveniências, de uma equipa mais pragmática e ciente do local, posição em campo e valor de uma oportunidade para, de facto, traduzi-la em golo.

Na cabeça da grande área e ligeiramente encostado a direita, bastou para Kito ver que o guarda-redes do Ferroviário da Beira, Bruno, estava ligeiramente adiantado em relação à linha de golo e mais próximo do poste direito do que do esquerdo para que, ali, havia uma enorme oportunidade de golo.

E foi o que se viu.

Até este lance, aos 35 minutos, tudo o resto foi uma sucessão de lances de golo para os locomotivas do Chiveve, numa superioridade traduzida em quatro pontapés de canto contra apenas um dos campeões nacionais.

Aos 17 minutos, Maninho obrigou Milagre a uma defesa apertada, acabando por ceder um pontapé de canto para, 10 minutos depois, ser Jacob quem testou a prontidão do guardião da Liga.