REVISÃO DA LEI DO DESPORTO DEVE PREVER MECANISMOS PARA CHEGAR AO MOÇAMBOLA

Por: JOCA ESTÊVÃO
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Fotos de Arquivo
 

Há um grande risco do desaparecimento de mais clubes em Moçambique, sobretudo os emergentes, cujo funcionamento depende essencialmente da boa vontade dos proprietários. No passado, vários clubes moçambicanos “sumiram do mapa desportivo” por diversos motivos, casos do Atlético de Moçambique (representou Moçambique na Taça CAF) e do Vilankulo FC, que disputou uma final da Taça de Moçambique, decidindo pela retirada da alta competição depois da sua despromoção no Moçambola. Numa edição anterior fizemos referência a uma vasta lista de clubes que participaram em campeonatos provinciais, Taça de Moçambique e Moçambola que deixaram de existir, como o FC Lichinga, Texmoque de Nampula, Avícola de Nampula, Académica de Nampula, Unguri de Angoche, Benfica da Beira, Migração da Beira, Migração de Namaacha, Benfica de Macúti, Cultural da Beira, Bota Fogo (Beira), Ferroviário da Manga, Associação Africana (Zambézia), Ferroviário de Gondola, Ima, Texlom, Águia d’Ouro, Metal Box, Alumínios, Cimentos de Moçambique, Beira-Mar, Semoc, clubes com a designação Estrela Vermelha e Matchedje espalhados por quase todas as capitais provinciais, Cessel do Luabo, Sena Sugar States de Luabo, empresa de produção de açúcar, que foi vítima da guerra civil que durou 16 anos, Mocita (Gaza), ligada à fábrica de descasque da castanha de caju, que chegou a ter o segundo maior campo da província de Gaza, depois do recinto pertencente aos “locomotivas” daquela região. O referido campo de futebol foi transformado em zona de descasque da castanha de caju e, aliado igualmente ao declínio da empresa, o clube faliu. No lote dos clubes desaparecidos registamos o SHM, CETA, Wan Pone, com um fim trágico na sequência de um acidente de viação que vitimou 13 pessoas. Há igualmente referência de clubes, como por exemplo o Vilankulo FC, que descendo de divisão alegadamente por sentir-se injustiçado, optaram por abandonar a alta competição e dedicar-se à formação. Nos dias que correm, a facilidade dos clubes surgirem na I Divisão, sem grandes bases de sustentabilidade, municiam mais situações de desaparecimento de colectividades nos próximos tempos.

 

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