NÃO EXISTEM IDEÓLOGOS NOS CLUBES

Por: Joca Estêvão
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Fotos de Arquivo

A cada ano que passa os clubes, sobretudo considerados tradicionais, sentem a sua sobrevivência ameaçada. A dependência das empresas integradoras está em risco. Esta a chegar a hora de os clubes lutarem pela sobrevivência sem recurso aos apoios das empresas do Estado. O Desportivo, criado em 1921, e com um histórico de glórias bem reconhecido, devia servir de exemplo para todos outros. Os alvi-negros, jogando na divisão secundária, não encontram os apoios que seriam, se calhar, mais fáceis serem concedidos figurando no convívio mais alto do futebol: o Moçambola. O seu basquetebol, com uma tradição de décadas e décadas, já passou por uma despromoção do escalão máximo. A sua formação já não é a mesma de outrora.

O campo de futebol, de onde foram formados jogadores de várias gerações, foi engolido por um negócio não rentável para a colectividade e nos dias que correm, apesar da boa vontade dos dirigentes recentemente eleitos estes não encontram espaço para desenvolver projectos que possam sustentar o clube.

Nos últimos anos o Maxaquene (criado em 1920) começou por reduzir o orçamento para o basquetebol feminino, perdendo um bom número de jogadoras, que foram reforçar emblemas como Ferroviário de Maputo e Desportivo. A hegemonia nos masculinos foi se perdendo com o tempo, tendo conhecido igualmente a despromoção por três vezes. Já no futebol, viu como solução para gerir o seu orçamento abandonar a concorrência por jogadores onerosos para sobreviver à base da sua cantera e de jogadores mais jovens, desconhecidos e com alguma margem de evolução. Nesse processo abdicou da luta pelo título.

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