HAVERÁ MAL QUE DURE PARA SEMPRE?

Por: Ivo Tavares
Foto de Arquivo
 

Há um velho ditado que diz que “não há mal que dure para sempre, nem bem que nunca acabe”. No caso do Costa do Sol a onda de maus resultados parece querer contrariar essa velha propalada frase. Os canarinhos continuam mergulhados numa crise de resultados de que não há memória. Na tarde de ontem voltaram a ceder um empate, 1-1, desta feita diante do Sporting de Nampula, o último classificado. Jogadores e equipa técnica foram duramente criticados no final do jogo, que mais uma vez deixou patenteadas as dificuldades e acima de tudo a intranquilidade dos comandados de Horácio Gonçalves. A tarde para a família canarinha até não poderia ter começado melhor. Nelson, com um golo aos três minutos, fez pular de alegria milhares de adeptos que estavam nas bancadas. «Ufff» terão respirado estes de alívio. Pensavam que é desta que tiramos a barriga da miséria. Tudo apontava para um final feliz. Mas aquela que parecia ser uma tarde vitoriosa transformou-se em pesadelo. Falhas graves a nível do passe, finalização e de concentração fizeram com a alegria canarinha caísse em saco roto. É que depois de 15 minutos bem conseguidos, período durante o qual poderia ter até aumentado a vantagem se Salomão e Mbulu não tivessem chegado tarde à bola, com esta a passar mesmo à frente do guarda-redes Ró. A verdade é que os nampulenses, que tinham tido um início tímido, soltaram-se na segunda metade da primeira parte e viram Gildo, na sequência de um livre, 20 metros da baliza, a rematar fraco para defesa fácil de Guirrugo. Este lance pôs os canarinhos em sentido, que diga-se de passagem acusaram a subida de rendimento dos leões, que voltaram a estar perto do golo, desta vez com Taibo a ser o autor de um remate portentoso mas sem direcção. De um momento para outro eram os visitantes a estar por cima dos acontecimentos. O jogo ganhou mais emoção e interesse. O Sporting ameaçava, enquanto o Costa do Sol procura reassumir as rédeas do jogo. Com os sectores defesa/meio-campo a jogarem mais juntos, os canarinhos foram gradualmente encostando o Sporting à sua grande área. O autor de golo, Nelson, era uma espécie de carregador de piano da equipa. Comandava o jogo ofensivo e perto do apito para o intervalo iniciou uma jogada estupenda que terminou com uma má finalização de Mbulu. O malawiano demorou a decidir-se pelo remate, permitindo a intervenção de um defensor.

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