Numa tarde cinzenta, foi a Liga que aqueceu as bancadas!

O jogo desta tarde [sábado] entre a Liga e Maxaquene entrara antecedido de cenas adversas no seio das duas colectividades, oriundas, sobretudo, da última jornada que antecedeu a esta, em que os dois conjuntos lograram resultados diferentes nos confrontos com os seus adversários, proporcionando, por isso, reacções e atitudes diferentes por parte dos seus treinadores e simpatizantes. A começar pela equipa anfitriã, o timoneiro da Liga, Akil Marcelino, incendiou a imprensa com um discurso ameaçador, a ponto de hipotecar um possível abandono ao futebol e dedicar-se, sabe-se lá, talvez à pesca, justificando, no seu entender, o mau desempenho da equipa de arbitragem, que teria decido mal para a sua equipa na derrota forasteira (0-2) em Quelimane, com o 1.º de Maio. Por isso, a comitiva de Simões Guambe vinha para evitar este mal maior e, ironicamente, acabou merecendo, no final da partida, elogios por parte do beirense Akil Marcelino, hilariante também com o resultado do jogo.

Nos “maxacas”, ainda na ressaca da última vitória (3-1) sobre o Ferroviário de Maputo, uma forte legião de adeptos invadiu o município da Matola e lotou as bancadas do Campo de Hanhane, alguns, quiçá, para testemunhar in loco se a vitória sobre os “locomotivas” foi mera obra do acaso, outros ainda para, de facto, confirmar a coesão de um conjunto que, se revelando humilde, de orçamento financeiro menor e sem grandes nomes no plantel, se vai esgrimindo e se batendo com bravura e raça – ainda é cedo para ilações – pelo menos nestes jogos iniciais do Moçambola e de grande rotação para o Maxaquene. 

Gilberto Guibunda/Jaime Machel