Telinho desfeita regresso de Chambal

À entrada para esta primeira jornada do Moçambola entre estas duas formações há que passar a lupa em alguns dados relevantes que nos ajudam a compreender a produção de ontem na contenda. Aos “muçulmanos”, agora sob alçada da austeridade – foi o novo termo encontrado pela Direcção para justificar a redução do orçamento para grandes aquisições – decretou um novo conceito de ser e estar no futebol nacional, que passa pela aposta em sangue novo, sem no entanto descurar da experiência de alguns matreiros do passado que ainda resistem do tal período de “galácticos”, ou seja, em que os melhores da ribalta na arena futebolística nacional reuniam-se na sua capoeira. Foram-se os tempos e a decisão, acertada dos muçulmanos, até poder­á dar frutos no futuro, porque Akil Marcelino tem no seu plantel um arsenal com muita pólvora, capaz de dizimar alvos maiores, com algum destaque para as prestações do trinco Ambalilo, Caldino, Kabine, Neymar ou Telinho. Gerson continua dizendo presente!

Do lado dos hidrocarbonetos a primeira impressão é a estrutura técnica. Saiu João Chissano e a solução encontrada foi trazer ao barulho do Moçambola Alcides Chambal, fora desta competição desde 2013, quando representava o Matchedje. De lá para cá o professor se juntara no projecto da Federação Moçambicana de Futebol como adjunto de Abel Xavier – esteve na tribuna para ver a estreia do antigo companheiro – na equipa nacional. Chegado a Vilankulo o técnico juntou o útil ao agradável. ­É verdade que perdeu dois ou três jogadores de valor reconhecido mas a espinha dorsal está lá, ou seja, uma mescla de jogadores maioritariamente experientes com uma juventude atrás de lugar no sol.

Gilberto Guibunda/Eliseu Patife