Locomotiva usa Kamo-Kamo para desmoronar operários

A Direcção do Clube Ferroviário de Maputo introduziu uma estratégia para arrastar o público aos seus jogos e teve um resultado satisfatório, embora os espectadores tenham preenchido a bancada central sombra e a tribuna de honra. Foram cerca de três mil espectadores num jogo em que a sua equipa enfrentou um adversário com objectivos bem diferentes dos seus.

Pelos últimos pronunciamentos dos dirigentes do 1º de Maio de Quelimane, fazendo referência à falta de condições para encarar o Moçambola, quase todos os espectadores deslocaram-se ao vale do Infulene com a certeza de que o resultado final seria bastante desnivelado. Os instantes iniciais da partida também apontavam para uma goleada histórica. Aliás, nos primeiros segundos o Ferroviário espreitou com enorme perigo a baliza de Mahite, como forma de avisar sobre a sua disposição no jogo.

Logo no decorrer do segundo minuto Kamo-Kamo, o esquerdino locomotiva que foi uma das grandes surpresas no onze escolhido por Nélson Santos, conseguiu abrir uma grande “cratera” na ala direita do seu ataque e com toda a força disponível investiu num remate que fez a bola sobrevoar uns metros, parando quando embateu no fundo das redes adversárias.

Foi um enorme delírio dos adeptos locomotivas e seguidamente denotaram-se enormes insuficiências a defender por parte dos visitantes, que não resistiram a mais um golpe, com Liberty a responder de cabeça a um cruzamento de Mitter, pela esquerda.

O “puto maravilha” dos locomotivas ainda teve uma grande oportunidade para incomodar o meio reduto contrário, mas foi o guarda-redes Mahite, com uma enorme defesa, que negou o terceiro golo aos pupilos de Santos. 

Joca Estêvão/Luís Muianga