Canarinhos abatidos no seu ninho

Um jogo que fica manchado pela negativa por parte dos adeptos do Desportivo de Nacala, que arremessaram pedras e garrafas de água exigindo a cabeça do árbitro Luís Jumisse e seus pares, por alegada má arbitragem. A Força de Intervenção Rápida foi obrigada a disparar gás lacrimogéneo para evitar o pior e repor a ordem e amainar os ânimos daqueles de modo que a arbitragem e as duas equipas abandonassem o recinto do jogo no final da partida.

Se na primeira parte não foi possível alterar o nulo com que o jogo começou, na etapa complementar o Ferroviário de Nacala acreditou mais em si e a força da irreverência da juventude foi auxiliada pela experiência dos seus jogadores, que fizeram toda a diferença na partida. Aos 70 minutos Djofer gela por completo o campo da Bela Vista e marca contra a sua antiga equipa, num cruzamento pela esquerda de Zainal, que endossa para a grande área, onde Djofer limita-se a empurrar para o fundo das redes de Gervásio. Estava feito o primeiro golo, para o delírio nas bancadas.

O Desportivo de Nacala tentou sem sucesso reagir ao golo sofrido, mas as fases de construção do jogo não eram perfeitas e os pupilos de Antero Cambaco pouco fizeram de modo a chegar ao golo do empate. Os canarinhos estavam completamente desnorteados e sem soluções convista a visar a baliza de Victor.

O Ferroviário de Nacala passeou a sua classe e aproveitou-se desde cedo do deslize do seu eterno rival. Numa perda de bola de Isaías, Gildo, no meio-campo, solicita a velocidade de Massaua, que descobre Djofer à entrada da área, que espera com toda a calma do mundo para depois atirar para o poste mais distante de Gervásio para o fundo das redes, bisando na partida. Assim estava feito o segundo golo, aos 80 minutos, bastante celebrado por torcedores da equipa do Ferroviário de Nacala.

Refira-se que se manteve a tradição de o Ferroviário de Nacala não perder pontos com o seu eterno rival Desportivo em partidas a contar para o Moçambola desde 2015, ano em que os locomotivas regressaram ao convívio dos grandes.

De resto foi uma vitória bastante celebrada nas ruas da cidade pelos adeptos locomotivas, que com dísticos e cascões cantavam vivas.

Luís Jumisse, árbitro da partida, e os seus pares não tiveram influência no resultado, tendo feito um belíssimo trabalho.

Abubacar Ahamade