Não há pratos e nem ovos para preparar as omeletes

Depois da derrota frente ao Costa do Sol, o técnico Mussá Osman, temendo pela sua segurança, não saiu de casa para treinar a equipa nos primeiros dias da semana. Os treinos foram orientados por Ferreirinha e Hélio Djedje. Mussá não se sente amparado e teme pela sua vida. Os adeptos andam enfurecidos pelos maus resultados e, principalmente, no final dos jogos ameaçam agredi-lo. Aliás, na derrota no Niassa diante da Universidade Pedagógica os adeptos insurgiram-se de uma forma pouco digna e depois de perder com o Maxaquene estes quase arrancaram a pele do treinador, culpando-o, uma vez mais, pelo desaire.

Na deslocação a Vilankulo o ENH esteve a vencer ao Chingale por 1-0 até aos minutos finais, altura em que os tetenses conseguiram, por Admiro, chegar ao empate, evitando um mal maior.

Na quarta jornada tiveram a possibilidade de se redimir, na recepção ao aflito Costa do Sol, mas mesmo depois das rezas na Igreja Universal não conseguiram tirar o mal da equipa e perderam em casa por 2-0 e a contestação a Mussá Osman subiu mais de tom. A Polícia voltou a escoltar o técnico para que o mal não acontecesse.

Seguidamente as reuniões sobre a sua continuidade ou não sucederam-se e a Direcção considerou que Mussá devia continuar, mas este, que não presta declarações à comunicação social por ordens da sua Direcção, preferiu não se fazer aos treinos e, segundo uma fonte próxima do treinador, este prepara o processo de desvinculação com o clube canarinho de Tete para regressar a Maputo, logo a seguir, para se juntar à sua família.

Joca Estêvão