Aumento de estrangeiros em campo divide opiniões

Os clubes do Moçambola já manifestam junto à Liga Moçambicana de Futebol (LMF) o desejo de utilizar cinco jogadores estrangeiros no onze inicial, ao invés de três como tendo sido habitual nos últimos tempos.

Esta vontade dos clubes abre um grande debate sobre as consequências que dela podem advir. Para as colectividades, a inclusão de mais dois estrangeiros no onze inicial perspectiva o melhoramento da qualidade das suas equipas e também da prova, se se tiver em conta que a contratação de mão-de-obra estrangeira pressupõe ir buscar os melhores do que existem internamente.

Como sempre aconteceu, a federação sempre defendeu a limitação no uso de estrangeiros, mantendo os habituais três no onze, como forma de privilegiar o produto nacional, que é a base da Selecção Nacional. Esta medida também é defendida pela instituição máxima do futebol nacional para abrir espaço para os talentos que emergem das camadas jovens, que muitas vezes encontram barreiras na sua progressão dada a entrada de estrangeiros nas equipas nacionais. Daí que há cerca de dois anos a Federação impôs aos clubes no acto das inscrições dos jogadores das equipas seniores a inclusão de cinco juniores bem como a obrigação do desenvolvimento das camadas de formação nos clubes de alta competição.

Sabe-se que ao contrário de várias selecções do topo em África, em que a base dos seus combinados nacionais milita em maiores campeonatos, alguns até do mais alto universo futebolistico, os Mambas têm a sua espinha dorsal baseada intramuros, sendo até que nos últimos tempos tem havido mais jogadores estrangeiros a usar Moçambique, concretamente o Moçambola, como trampolim para atingirem os campeonatos de maior quilate que o desta perola do Índico.

Joca Estêvão/Luís Muianga