Costa do Sol é um cemitério de treinadores

Em minha opinião o problema não é com os treinadores. É a Direcção. A Direcção é que deve mudar. É preciso parar e reflectir. Temos que saber onde estamos e para onde pretendemos ir. 2017 é o nosso último de mandato, mas se surgisse a ideia de eleições antecipadas não iria espantar a ninguém, uma vez que no decorrer do nosso mandato não apresentamos resultados plausíveis. É hora de dar oportunidade a outras pessoas com ideias melhores que as actuais de modo a imprimir mais dinâmica, reagiu Amiro, dando conta que alguns elementos da actual Direcção chegaram a pedir demissão por não concordarem com a forma como o clube estava a ser gerido, mas sem surtir o efeito desejado. Isso aconteceu. É verdade. Eu fui um deles, revelou Baguandás, ao mesmo tempo que salientava que o Costa do Sol é um cemitério de treinadores. Mudamos constantemente de treinadores, sem dar-lhes a oportunidade de consolidarem o seu trabalho. Posso citar o exemplo do Arnado Salvado. Não fez um ano e despedimo-lo. O único a quem se deu mais tempo foi o Nélson Santos. Depois entrou o Faife. Também não teve espaço para solidificar as suas ideias e, uma vez mais, foi o Rui Évora chamado para salvar a situação. O Rui fez o que podia e agora voltamos ao Nélson. Se à sexta jornada os resultados não forem positivos haverá pressão e vamos solicitar os préstimos de um outro, que poderá encontrar uma equipa montada por um outro técnico, disse Amiro.

Joca Estêvão/Luís Muianga