sentíamos que ia ser difícil a manutenção

– Em que momento do Moçambola sentiu que, de facto, tudo o que havia sido prometido não passava de meras promessas?

– No meio da segunda volta, nós já sentíamos ia ser difícil a manutenção do Desportivo no Moçambola, pelo estado em que o clube está, pelo incumprimento de algumas coisas que o clube tinha como obrigação para com os atletas e para com a equipa técnica.

Quando os dias passavam sentíamo-nos mais fragilizados, o que fazia com que as nossas mentes também tivessem que se redobrar, para fazerem acreditar aos jogadores que era possível a gente manter-se no Moçambola. Uma das características de um líder é a não demonstração das suas fraquezas aos seus liderados. Era este papel que fazia, mesmo sentindo, por dentro, que não íamos conseguir, porque as coisas básicas que se exigem para uma equipa de futebol não estavam a ser disponibilizadas. Mas também sentíamos que a fragilidade não era nossa (equipa técnica), mas que vinha do outro lado. Por isso, a grande mensagem que levávamos para os jogadores era que nós não éramos os culpados.

César Langa

 

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