Reforçando o sonho da manutenção…

Sem nada a perder, os donos da casa entraram no jogo muito desinibidos e com disposição de vencer, pressionando o seu adversário a partir do meio-campo e não dando qualquer hipótese de organizar jogadas que pudessem manietar a sua defensiva.

Áurio e Edson, dois dos jogadores do meio-campo dos donos da casa muito activos, foram obrigando a equipa de Tete a defender-se das investidas do Desportivo, que culminavam com cruzamentos para o interior da área, onde Jonas, um dos centrais escalados por MussáOsman, conseguia afastar a bola para longe da sua zona de rigor, evitando a violação das suas redes.

Com toda a naturalidade, a primeira grande situação de perigo viria a pertencer ao Desportivo do Niassa, logo ao seis minutos, numa combinação perfeita entre Tazman e Ernesto Júnior, com este último a aparecer em posição privilegiada a rematar com o pé direito, mas a bola saiu a centímetros do poste esquerdo de Dawuda, que ainda tentou fazer-se ao lance.

Perante esta forma de jogar do seu adversário, o Chingale deTete, sempre que tivesse a posse de bola, atirava em passes compridos para o interior da área dos visitados, na tentativa de assistir o capitão Charles e Josephe, e com clara intenção de surpreender a defensiva contrária, que, no entanto, mostrava-se bastante atenta, conseguindo ganhar todas as disputas de bola na sua zona mais recuada, onde o capitão Celso acabava por ser o mais interventivo.

O Desportivo, a sair com a bola jogável, era a equipa que se mostrava com mais vontade de vencer o jogo, organizando jogadas bem delineadas que culminavam com cruzamentos pelas alas, na tentativa de assistir Ernesto Júnior, que por vezes aparecia a saltar mais alto que os defensores contrários, mas acabava por não dar a direcção mais acertada ao esférico.

Insatisfeito com a forma de jogar dos seus homens, MussáOsman não parava de gritar para dentro do relvado, na tentativa de incutir uma outra dinâmica nos seus jogadores, que apesar do esforço não conseguiam inverter o cenário dentro das quatro linhas.

Apercebendo-se das fragilidadesdo adversário, o Desportivo do Niassa continuou a pressionar, criando jogadas que punham em pânico a defensiva contrária, onde o central Jonas era o mais inconformado, evitando a todo o custo a violação da sua baliza.

Com o Chingale de Tete a defender-se das investidas contrárias como se impunha e o Desportivo do Niassa a tentar chegar ao golo, pecando por falta de pontaria, o jogo viria a chegar ao intervalo com um resultado que castigava a equipa visitada, a julgar pela mão cheia de oportunidades de golo criadas e não concretizadas, muito por culpa da inoperância dos seus dianteiros.

Abrão Ismael

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Fotos: Abrão Ismael