Iminente despromoção do Desportivo

O Desportivo dominou o jogo nos instantes iniciais. Entretanto, foi a equipa da casa que chegava com mais perigo à área do Joaquim, que em alguns lances foi chamado a fazer intervenções de recurso para evitar que a sua baliza fosse violada.

Chijioke, sempre ele, conseguia com a sua magia desfazer-se da cerrada marcação imposta por Ivo e Cris, do baile que culminou com um golo anulado aos 28 minutos, porque Campira impediu Joaquim de ir ao encontro da bola.

Do lado dos “alivi-negros”, Evanga era o mais inconformado, possante e com capacidade de remate com os dois pés, muito grande para uma equipa que está na cauda da tabela classificativa, moía a defensa da casa, faltando apenas o golo.

Na segunda parte, João Chissano, astuto e com experiência reconhecida na leitura do jogo, chamou Orlando, recuperado da lesão, que contraiu exactamente em Vilankulo, num jogo para a Liga BNI, para ceder o lugar a Joca, já exausto. Numa troca de bola, Evanga endossa o esférico para o Orlando, que de traz para frente remata rasteiro para o golo Dos “alvi-negros”. Delírio dos poucos adeptos do Desportivo que puxaram pela equipa desde o primeiro ao último minuto.

Quando tudo indicava que tudo ia terminar com a segunda vitória do Desportivo no campeonato, que já vai ao fim, eis que surge o caso do jogo. A bola é bombeada da grande área do Joaquim, quando este sai para socar o esféricoé importunado por um adversário e o Tony empurrou a bola para o empate.

O golo foi contestado dentro e fora do campo. O Desportivo só não abandonou o jogo, passados cinco minutos, porque João Chissano aconselhou os jogadores terminarem a partida.

No final do jogo, todos jogadores do Desportivo caíram no relvado, não apenas pelo espectro da despromoção que está cada vez mais infalível, mas sobretudo da maneira como foram impedidos de ganhar o jogo, perante o adversário que também não facilitou o jogo.