Com a máquina calculadora na mão

A derrota de ontem, na sua deslocação a casa de  Ferroviário da Beira, coloca o Chingale novamente numa posição nada cómoda e, vai na última jornada funcionar com a máquina calculadora. É verdade que, os canarinhos de Tete  depende de si próprio mas também no caso de derrota terá que esperar por deslize dos outros para manter-se no Moçambola. O Chingale, volta assim a ficar em apuros pois, viu o Têxtíl do Púnguè a lhe aproximar.

Em relação ao desafio, tratou-se de uma partida na qual, o Ferroviário da Beira teve enumero oportunidades de golo mas não conseguiu concretiza-las.  O Chingale fechou a sete chave e jogava em função de empate sem avanturar-se muito ao ataque, levando a crer que, a sua classificação na tabela o condicionava disputar o jogo cara-a-cara.

Feito isto, estava reservado uma grande partida de futebol atendendo os objectivos que os dois conjuntos perseguem no Moçambola. Mas isso não aconteceu! É verdade que o Ferroviário da Beira tentou aos poucos dar o ar da sua graça nas suas transições rápidas como lhe é caracteristico.

Mas a turma de Lucas Barrarijo estava longe de ser aquela tem sido muito ferroz sempre que joga em casa e, a abordagem dos lances por vezes deixava a desejar o que facilitava a vida ao Chingale que parecia que vinha para este embate a procura de empate.

 Posto isto, o jogo esmornou e passou a assistir-se uma partida algo insonso sem muitos lances de encher o olho. O rítmo só ajudava aquela equipa que pouco ou nada lhe interessava em levar os três pontos em disputa. Agradeceu o Chingale que mostrava mais musculatura no meio-campo e muito rigor na defesa. Neste capítulo, há que destacar o empenho de guarda-redes Quim que defendeu tudo e mais alguma coisa a negar golos quase certos.

Com o tempo a passar e, com Mário muito interventivo no jogo a falhar golos tudo por culpa de guarda-redes dos canarinhos de Tete, o Ferroviário não conseguia encontrar o caminho ideal para fazer mossa ao seu adversário. Carlitos por vezes encontrava espaço para alimentar os avançados oa quais, Nelito (em baixo de forma) e Mário muito perdulário e por vezes egoíta prejudicava a produção da sua equipa. Diga-se de passagem-se, na primeira parte, foi um duelo individual entre Mário e guarda-redes Quim que nunca cessava. O keeper do Chingale levou a melhor negando aqueles que eram golos certos levando a partida para o intervalo sem abertura de contagem.

MÁRIO RESOLVE

Se na primeira parte o Carlitos era o jogador que imprimia mais lucidez na transições da sua equipa a segunda não podemos dizer o mesmo, pois, com a entrada de Timbe para o jogo, o Ferroviário da Beira tinha nele a unidade mais inconformado. Timbe dinamizou a equipa e era o elo de ligação mais eficaz, parecia que os seus pés tinham vista.

Sempre que a bola chegava aos pés de Timbe o rítmo de jogo era outro com mais lances de criar frio na bariga. Se o Timbe era o pensador cabia ao Carlitos ser o cérebro da equipa enquanto de lado contrário despontava Parkim que dava dores de cabeça a defesa locomotiva nas suas arrancadas.

A partida ganhou outro ímpeto e os lances de perigo começaram a surgir com mais frequência e o público vibrava. O Chingale encolheu-se perante o crescimento dos donos da casa que estavam mesmo apostados em chegar ao golo para preservar o seu segundo lugar.

O abrandamento dos canarinhos de Tete foi fatal para o crescimento de jogo de Ferroviário da Beira que passou a visitar com mais frequência. Sentindo esta pressão, o Chingale fechou-se de sete chaves e a luta entre Quim e Mário Sinamunda não terminava.

Acontece que, numa altura que se pensava que, a partida chegaria ao fim com o nulo dados falhanços dos atacantes dos locomotivas eis que surge Mário a redimir-se. Eram transcorridos 87 minutos, Chiganda galga terreno e serve a Félix e este tenta chutar mas a bola esbarra no adversário e Mário Sinamunda consegue ganhar a bola e aguenta a carga remata vitorioso para o golo que daria a vitória a sua equipa.

Com o  golo, o Ferroviário da Beira teve que gerir o resultado mas sem nunca abdicar em atacar ao contrário de Chingale que evidenciava a falta de frescura física para discutir o resultado.

FICHA TÉCNICA

Arbitragem-António Massango auxiliado por Júlio Muianga e Adão Chitache sendo Afonso Xavier como quarto.

FERROVIÁRIO DA BEIRA-1

Willard                

 Moniz

 Cufa

 Caló

 Edson

 Carlitos

 Paíto

 Mupoga (45)

  Renildo (86)

 Mário

 Nelito (69)

Suplentes utilizados

Timbe (45)

F’elix (69)

Chiganda (86)

Suplentes não utilizados

Minguinho

Hilário

Dayo

Godcent

CHINGALE DE TETE-0

 Quim

 Silvério

 Stelio

 Rogério

 Toni

 Zé (90)

 Luís

 Parkim

 Nelsinho (85)

 Magaba

 Chengo (76)

Suplentes utilizados

Hadson (90)

Geraldo (76)

Marlon (85)

Suplentes não utilizados

Godfree

Osvaldo

Ernest

ACÇÃO DISCIPLINAR- sem registo.

Ganhámos com justiça

-Vítor Matine, treinador –adjunto de Ferroviário da Beira

“Ganhamos com justiça e o resultado peca por ser escasso. Temos que reconhecer a estratégia defensiva do Chingale que soube se fechar e seu guarda-redes esteve a altura de jogo. Vamos continuar a trabalhar porque o campeonato ainda não terminou. Temos que pensar jogo a jogo e vamos já a pensar no jogo com Vilankulo FC”-disse

Não merecíamos perder

-Arnaldo Ouana, treinador de Chingale

“Não mereciámos perder este jogo. Lutamos muito para sair daqui com pelo menos um empate mas não conseguimos. Mas pela forma que encaramos este desafio não deu para sairmos derrotados porque demos luta. Eles numa distracção nossa conseguiram marcar mas nada está perdido porque fechamos a prova em casa e lá vamos fazer de

Por Benfica Preta