Namíba foi um justo vencedor

A marca da desilusão estava estampada de forma indirfarçavelnos semblantes da delegação moçambicana. E não erapara menos. É que Moçambique esteve tão próximo de chegar ao título, mas no final dos 90 minutos não conseguiu apresentar argumentos válidos para evitar que a Namíbia gritasse alto com troféu erguido.

No fim do jogo, João Chissano, MomedHagi, Isac e Diogo falaram para a Imprensa moçambicana para o rescaldo da praxe e foram unânimes em reconhecer a superioridade do adversário, com todo o fair-play, prometendo rectificar os erros cometidos no decurso da prova, sobretudo no sector intermediário.

CONTRA FACTOS NÃO HÁ ARGUMENTOS

Como sói dizer-se, Moçambique morreu na praia e João Chissano assume isso, afirmando que “é verdade e estamos tristes por não termos podido vencer a competição. Entretanto, saímos daqui com boas ilações sobre os jogadores jovens que têm pretensões de entrar para a selecção nacional.

Indo concretamente ao jogo, o seleccionador diz que“a Namíbia mereceu ganhar a taça, por tudo aquilo que fez ao longo do jogo. Aliás, na fase de grupos a Namíbia venceu um grupo em que parecia não ter possibilidade de o fazer, goleando, inclusive, o Zimbabwe. Mais adiante eliminou a Zâmbia. Portanto, tendo feito seis jogos era natural que estivesse entrosada, contrariamente a Moçambique, que fez hoje o seu terceiro jogo. A grande diferença residiu aí. Contra factos não há argumentos. Nos momentos cruciais a Namíbia sempre levou a melhor. Só tenho que dar os meus parabéns. Nós temos que trabalhar mais.

Instado pelos jornalistas a pronunciar-se sobre os recorrentes problemas do meio-campo neste torneio, o seleccionador nacional pronunciou-se nos seguintes termos:

Voltamos a ter problemas no meio-campo por falta de rapidez, de segunda bola. Em três toques o adversário chegava à nossa área e tínhamos que ser rápidos. Eu acho que por característica o jogador moçambicano adormece um pouco nas transições de bola da defesa para o ataque e quando é assim em pouco tempo podemos ter o adversário nas nossas costas a causar-nos problemas. Temos que trabalhar muito nesse aspecto para podermos chegar longe.

Seja como for, o timoneiro da selecção nacional não acha que o balanço seja negativo:

Fizemos três jogos, ganhámos dois e perdemos este da final. Penso que no seu todo a prestação não foi negativa, mas também não foi muito boa em relação aquilo que pretendíamos jogar. Tivemos dificuldades porque encontrámos primeiro um Malawi que trouxe a sua selecção principal, pois já está a preparar as frentes que se avizinham, o mesmo acontecendo coma Namíbia. A entrega dos nossos jogadores não foi má, mas podia ter sido melhor se tivessem mais experiência.

Sobre o futuro (próximo, diga-se) Chissano diz que “Já começamos a pensar no Ruanda, mesmo antes de virmos para cá. Para a semana vamos divulgar a convocatória para começarmos a trabalhar. Há alguns jogadores da Europa que já vão começar a chegar e vamos começar a trabalhar com eles.