Adelino morreu, mas continua no topo dos Melhores Marcadores da Cosafa Cup

Depois de Muna, como também era conhecido em alguns círculos do futebol moçambicano, apenas o zambiano Collins Mbesuma, em 2005,Phillip Zialor, das Seychelles, em 2008, o zimbabweano Cuthbert Malajila, em 2009, e, por fim, Jerome Ramatlhakwane, do Botswana, na última edição, conseguiram igualar o feito.

Os grandes trabalhadores, sobretudo aqueles que trabalham tanto ao extremo de tocarem nas portas da exaustão são assim mesmo. Mesmo que morram a história não lhes esquece, razão pela qual não vamos nos esquecer nunca do nosso saudoso Muna, um grande operário da bola.

Mau grado tenha tido um fim sofrido, sem alguém por perto para lhe dar uma mão quando esteve agonizando no leito da morte do Hospital Militar ou, já numa fase avançada da sua doença, quando a morte lhe bateu à porta, no Hospital Central de Maputo.

Como se não bastasse o sofrimento quando vivo, o calvário ainda lhe perseguiu o seu cadáver, que acabou viajando num carro de caixa aberta na hora da transladação para a sua terra natal, Nampula.

Mesmo assim descanse em paz, Muna.