Moçambique-Botswana é hoje para as meias-finais

Os Mambas - que estiveram isentos da fase de grupos, devido ao seu nível no ranking da FIFA comparado com as oito selecções que disputaram essa fase - ganharam o direito de estarem nas meias-finais mercê da vitória sofrida diante do Malawi, na noite amena de domingo, por 5-4, no desempate por penalidades, depois de 2-2 no tempo regulamentar.

Por seu turno, o Botswana teve um bom desempenho na fase de grupos tendo já nos quartos-de-final, eliminado a poderosa África do Sul de Shakes Mashaba, no desempate por penalties, por 7-6, depois de 0-0 no tempo regulamentar.

Prevê-se, pois, um embate renhido esta noite, em que Moçambique terá de correr muito (mas muito mesmo) se quiser chegar à final, o que passa por melhorar o desempenho que teve contra o Malawi nos quartos-de-final, onde a vitória nos sorriu com mérito, é verdade, mas com muita sorte à mistura, sorte que não nos vai bater a porta todos os dias.

Na verdade, no jogo contra o Malawi Moçambique não esteve bem, não conseguiu ser equipa, por culpa de um meio-campo que esteve muitos furos abaixo das expectativas, dificultando as transições da defesa para o ataque, o que resultou em que Isac, a pedra mais adiantada, não fosse alimentado como devia ser. Valeu o autogolo do Malawi e o golo de empate de Isac, que parece ter tocado num defensor antes de entrar, isto aos 90 minutos, quando o desespero já era total.

João Chissano está consciente disso e prometeu mexer na equipa, por forma a dar-lhe potencial necessário para abordar o jogo de forma mais adulta, mais coesa, mas avisa aos que provavelmente colocam a fasquia muito em cima, reiterando que nunca prometeu ganhar a Taça Cosafa, já que a prioridade é experimentar soluções que possam ajudar os Mambas nas fases de qualificação para o CAN e CAN-interno que se avizinham, acrescentando que se isso produzir bons resultados neste torneio isso já seria um bónus.

Importa recordar que no que à Taça Cosafa diz respeito, o seleccionador João Chissano já superou o seu recorde pessoal ao atingir as meias-finais, pois na primeira vez que esteve à frente da selecção, em 2013, terminou na 5ª posição, ao vencer a final da Plate Competition, que é um cruzamento entre as quatro equipas que são eliminadas nos quartos -de-final, que são colocadas a jogar uma meia-final e uma final.

Nesta edição, a 15ª, João Chissano tem a possibilidade de chegar ao título e o pior que lhe pode acontecer é terminar a prova em quarto lugar.

Vamos ver como irá terminar o jogo de hoje, com votos que seja uma boa partida, que ganhe o melhor e que o melhor seja Moçambique, cuja comitiva irradia confiança, sobretudo jogadores e equipa técnica, não havendo relatos de qualquer caso clínico que possa causar inquietações de qualquer espécie.