A sorte voltou a ser madrasta!

Porém, uma parte dos ouvidos pelo desafio não deixou de anotar a gritante falta de eficácia na hora da finalização . Os Mambas perderam inúmeras oportunidades de golo que poderiam ter alegado as várias almas que puxavam por Moçambique do primeiro ao último minuto.

Os nossos entrevistados foram também unânimes afirmando que o público que afluiu de forma massiva ao Estádio Nacional do Zimpeto o que constitui uma prova inequívoca de que os moçambicanos sempre estiveram ao lado da selecção em todos os momentos em particular nos momentos difíceis.

Muita atitude, eficiência na finalização e patriotismo entre os Mambas no desafio contra a selecção das Seicheles, agendado para a próxima semana, na Beira, são antídotos sugeridos pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário para Moçambique poder vencer o seu adversário.

Antevendo o próximo desafio, Agostinho do Rosário instou aos treinados de João Chissano a elevarem os seus índices de confiança e não se deixar intimidar com as adversidades que poderão advir do jogo.

O primeiro ministro, teceu algumas palavras de apreço encorajando os jogadores a não desfalecerem perante a derrota registada diante de Ruanda.  Este apelou igualmente ao público a não deixar de prestar o seu incondicional apoio a selecção

Não devemos desfalecer

– Carlos Agostinho do Rosário, Primeiro- Ministro

 

– Estão de parabéns os jogadores e toda equipa técnica. É verdade que nalgum momento chegamos a acreditar que poderíamos ter ganho o jogo o que na prática não chegou a acontecer. Não devemos desfalecer. Perdemos muitas oportunidades de marcar. Acredito que nas próximas batalhas daremos o nosso melhor. Fiquei impressionado com o apoio que o público prestou do primeiro ao último minuto. Devemos sempre mostrar o nosso lado patriótico apoiando a nossa selecção. As derrotas não nos devem deixar desanimados. Por isso, é importante apoiar a nossa equipa como verdadeiros desportistas. Estamos confiantes numa vitória para o próximo jogo. Moçambique é uma selecção com muito potencial e devemos nos sentir orgulhosos por isso.  

Merecíamos melhor resultado

– Alberto Nkutumula, Ministro da Juventude e Desportos

– Uma vez mais a sorte não esteve a nosso favor. Não fomos felizes no capítulo da finalização. Houve muitos golos por se marcar. O grupo deu o máximo de si e merecia ter ganho o jogo. Não podemos deixar de acreditar nesta equipa pois ela tem muita qualidade e tal como havia dito antes apenas a sorte é que não tem estado do nosso lado. Este é o momento de unirmos as nossas forças e apoiar a nossa selecção.

Perdemos apenas uma batalha

– Inácio Bernardo, Director Nacional do Fundo de Promoção Desportiva

– Não há dúvidas que Moçambique tem uma excelente equipa. Mas, é também verdade que falhámos muito neste jogo. Poderíamos ter até empatado e colocar alguma justiça ao jogo e fazer valer o esforço empreendido pelos jogadores em campo. Perdemos apenas uma batalha e não uma guerra. Temos ainda uma frente por travar e é preciso perceber que no futebol não há uma lógica. Hoje perdemos e amanhã podemos ganhar. Moçambique não está longe de alcançar os seus objectivos. Devemos erguer a cabeça e pôr as mãos à obra.

Nada está perdido

– Alberto Simango Jr., presidente da Liga Moçambicana de Futebol

– A sorte mais uma vez não esteve do nosso lado. Merecíamos ter saído daqui com uma vitória. Os jogadores deram o seu máximo. Daqui para frente devemos erguer a cabeça e continuar a trabalhar para melhorar o nosso desempenho. Não é hora de atirar a toalha ao chão. Nada está perdido. Este é um momento que devemos estar mais unidos e apoiar moralmente a equipa de todos nós. Não temos dúvidas da qualidade dos nossos jogadores e da equipa técnica.

Não podemos desanimar

– Ornila Machel, adepta dos Mambas

– Os nossos jogadores estão de parabéns pelo esforço que demonstraram ao longo dos 90 minutos. Os ruandeses são fisicamente fortes que os nossos jogadores e isso foi visível ao longo do jogo. Não podemos desanimar por ter perdido. O público fez a sua parte apoiando puxando a equipa nos momentos de desanimo. Devemos acreditar que no próximo jogo a história será outra.