Um esforço descompensado no fim

Reginaldo Cumbana, em Ndola

Fotos de Field Chinymba

Não há dúvidas que no encontro de sábado os Mambas estiveram muito perto de conseguir um bom resultado (no mínimo um empate) que lhes permitisse manter vivo o sonho de qualificação ao Ruanda 2016, mas um momento de distração aos 76 minutos complicou tudo, pois o golo sofrido nesse minuto desconcentrou a equipa, que claudicou até ao fim.

Moçambique jogou um futebol de nível aceitável em Ndola, com os seus jogadores a serem rígidos no cumprimentos das suas missões em campo, pautando por marcações cerradas aos jogadores da Zâmbia, que durante largo período não conseguiram fazer valer o factor casa.

A defesa estava impecável, o meio-campo idem, embora nos parecesse haver falta de clareza no papel de Momed Hagi e Ussama. Os dois jogaram à frente da defesa quase com o mesmo papel, já que Ussama foi mais visto em missões defensivas do que a armar o jogo.

Na dianteira, Isac foi "o ponta" fixo e tentou, na medida do possível, fazer o seu papel, com o deficitário apoio de Luís.

Mas tudo viria a complicar-se já quase no fim, a partir dos 76 minutos, altura em que os Mambas sofreram o primeiro golo, que ditou a história do jogo. Até antes do golo, a selecção era uma coisa e depois do golo, a história foi completamente diferente, com complicações sem fim.

Os jogadores não conseguirem manter os níveis de concentração exibidos ao longo da partida e muito menos manter a tranquilidade depois de sofrerem o golo. A adrenalina subiu, pensaram mais com o coração do que com a cabeça, como sói dizer-se, e o jogo terminou com números que surpreenderam os próprios zambianos.

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sábado, 30 março 2019
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