Um esforço descompensado no fim

Moçambique jogou um futebol de nível aceitável em Ndola, com os seus jogadores a serem rígidos no cumprimentos das suas missões em campo, pautando por marcações cerradas aos jogadores da Zâmbia, que durante largo período não conseguiram fazer valer o factor casa.

A defesa estava impecável, o meio-campo idem, embora nos parecesse haver falta de clareza no papel de Momed Hagi e Ussama. Os dois jogaram à frente da defesa quase com o mesmo papel, já que Ussama foi mais visto em missões defensivas do que a armar o jogo.

Na dianteira, Isac foi "o ponta" fixo e tentou, na medida do possível, fazer o seu papel, com o deficitário apoio de Luís.

Mas tudo viria a complicar-se já quase no fim, a partir dos 76 minutos, altura em que os Mambas sofreram o primeiro golo, que ditou a história do jogo. Até antes do golo, a selecção era uma coisa e depois do golo, a história foi completamente diferente, com complicações sem fim.

Os jogadores não conseguirem manter os níveis de concentração exibidos ao longo da partida e muito menos manter a tranquilidade depois de sofrerem o golo. A adrenalina subiu, pensaram mais com o coração do que com a cabeça, como sói dizer-se, e o jogo terminou com números que surpreenderam os próprios zambianos.