Ainda faltam 180 minutos!

Quando se fala de jazz nesta cidade os seus nomes surgem à tona e Jimmy Dludlu teve o privilégio de abrilhantar a festa de abertura.

Pelos adversários que ainda tem pela frente, nomeadamente Nigéria (quarta-feira) e Mali (domingo) a tarefa de Moçambique não se afigura fácil, mas como disseram três dos que foram ouvidos pelo desafio a partir desta cidade são adversários que não podem nos assustar.

Chegou-se a sonhar quando Diogo marcou o primeiro golo da edição 2014 do CHAN, mas não foi suficiente e ficou visível no semblante dos atletas. No entanto o que se espera é que guerreiros de João Chissano se lembrem que estar insatisfeito, na verdade, é o que faz a gente nunca desistir de seguir em frente na esperança de melhorar o que nos inquieta, que no caso concreto são duas vitórias para se escrever a história iniciada com a primeira qualificação para esta prova reservada aos atletas que actuam nas Ligas profissionais locais.

Aos jogadores pede-se como, tal como disse o Presidente da República, Armando Guebuza, em mensagem a si dirigida por ocasião deste mesmo CHAN, que “se auto-superem no seu empenho e desempenho”.

E esta nossa presença no CHAN deve servir mesmo de orgulho e honra para nós mesmos, porque é uma prova do resultado esforço diário do nosso povo, intramuros.

Aliás e citando linearmente o Presidente Armando Guebuza, “a presença da nossa Selecção Nacional de Futebol, OS MAMBAS é, indubitavelmente, reflexo da competitividade que caracteriza o Campeonato Nacional, o Moçambola, uma das maiores montras do nosso futebol, esteio da nossa unidade e moçambicanidade.”

É verdade que queremos ganhar e se perdermos, como bons desportistas, também vamos saber viver com a derrota, mas é importante que esta grande participação do nosso futebol em uma prova de grande dimensão logo no arranque do ano sirva de estímulo para todos quantos trabalham no nosso futebol para o resto de 2014.

E que se os Mambas, em tanto que representantes de todos os moçambicanos no CHAN, agora citando o filósofo chinês Confúcio, que “a nossa maior glória não reside no facto de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda.”

Porque depois de cairmos diante da África do Sul, temos que nos levantar e enfrentar a Nigéria e o Mali, depois de amanhã e no domingo, respectivamente.

(Atanásio Zandamela)