Sul-africanos continuarão a mandar

Os sul-africanos não só levaram a maior quantidade de atletas, mas acima de tudo levaram atletas com qualidade, para conseguirem uma prestação bastante produtiva. No torneio de natação dos Jogos do SCSA não houve espaço para se escutar outro hino que não fosse o da África do Sul, uma vez que venceram em todas as competições disputadas na piscina olímpica do Centro de Desenvolvimento Juvenil, em construção, em Lusaka.

 

São resultados que justificam o nível de investimento feito, sendo prova o facto de os sul-africanos terem ido a Lusaka com 25 nadadores por cada sexo.

Ainda que não tenha sido ao mesmo nível, voltaram a demonstrar o seu valor no torneio de judo.

 

MODALIDADES INDIVIDUAIS

EM DETRIMENTO DAS COLECTIVAS

A prática que Moçambique adoptou, em centrar os recursos disponíveis nas modalidades individuais, é adoptada por outros países e os resultados são visíveis.

Nestes jogos ficou clara a intenção de apostar nas modalidades individuais em detrimento das colectivas e os resultados estão bem visíveis. A Namíbia, que vinha de um quinto lugar ocupado há dois anos, conseguiu chegar ao segundo graças à aposta que fez nas modalidades individuais. A Zâmbia, mesmo tendo ganho futebol feminino, a verdade é que conseguiu resultados nas individuais (judo e boxe).

Desta vez nenhuma delegação foi dominante nas modalidades colectivas como aconteceu na Suazilândia. No basquetebol os lusófonos dividiram-se os títulos: Moçambique em masculinos e Angola em femininos. No futebol a Zâmbia ficou com o título de femininos e a África do Sul com os masculinos.

No global há que destacar o facto de Moçambique ter saído do último lugar de há dois anos para o quarto posto. Assim como da própria Namíbia e Zâmbia que subiram três e quatro lugares passando do quinto para segundo e de sexto para terceiro respectivamente.

Pela negativa destaca-se a queda do Zimbabwe (não esteve bem na natação) que saiu do segundo lugar de há dois anos para o oitavo. Angola caiu do quarto para sexto posto. 

 

VELHA HISTÓRIA DE GREVES DE ÁRBITROS

Tem sido apanágio dos Jogos do SCSA – só não aconteceu na África do Sul! Os juízes voltaram a ameaçar não dirigir as competições antes de serem pagos os respectivos subsídios. Os primeiros foram os do judo, sobretudo pelo facto de o valor previamente combinado ($650,00) não ter sido disponibilizado na totalidade (haviam recebido apenas USD 250,00). Seguiram os do boxe, também pelo mesmo motivo, mas estes receberam 400 e os do atletismo não ficaram atrás pelas ameaças tal como os do basquetebol, que inclusive forçaram o atraso na disputa dos jogos das meias-finais. Felizmente tudo acabou bem porque se pagou até o dia que antecedeu à cerimónia de encerramento e assim muitos nem notaram o problema.