Prestação francamente positiva

Naturalmente alguns estavam mais felizes que outros, pois nem todos conseguiram cumprir com o que pretendiam, com a natação a ser a modalidade menos produtiva, porque não chegou ao pódio. Ténis também não chegou longe, mas não se esperava muito das duas miúdas.

Foram 26 medalhas – 10 de ouro, oito de prata e igual número de bronze – o que significa uma melhoria qualitativa e quantitativa, já que nunca antes Moçambique conseguiu um honroso quarto lugar - o máximo que havia conseguido era um quarto lugar em Windhoek, na Namíbia - muito menos 26 medalhas nesta competição.

O judo, que se estreou nesta edição, com apenas dois atletas, conseguiu regressar com três medalhas (uma de prata e dois de bronze), o basquetebol masculino com a apetecível medalha de ouro (tirada à força do pescoço de Angola), o atletismo paralímpico conquistou 18 medalhas (oito de ouro, sete de prata e três de bronze), com Pita Rondão e Edmilza Governo a serem os primeiros moçambicanos na história destes jogos a conseguirem três medalhas de ouro numa mesma edição. 

O atletismo convencional voltou a ganhar ouro, feito conseguido por Sílvia Panguana, para além do bronze em estafetas 4x400 femininos.

No boxe ficou-se por duas medalhas de bronze, depois de na anterior prestação se ter alcançado cinco medalhas.

Contra todas as expectativas, a natação voltou sem nenhum pódio. Caiu em relação aos últimos jogos, pois alcançara antes o terceiro lugar da classificação geral, mas desta vez até Nuno Gomes não conseguiu melhor que há dois anos. Ficámos apenas com os quartos lugares alcançados por Jéssica Cossa e pelas equipas de estafetas.

 

BOM PARA A IDADE DAS TENISTAS

O seleccionador nacional de ténis, João Paulo Lobo, considerou que a prestação das duas atletas poderia até ter sido ainda melhor, mas o que fizeram já foi positivo, tendo em conta a sua idade, comparada à das restantes adversárias.

- Para mim a participação é positiva, na medida em que não podemos esquecer que este torneio era de Sub-20 e nós participámos honrosamente com atletas de 14 anos, e mesmo assim ainda conseguimos passar a primeira fase.

Para este, neste momento o mais importante é manter os níveis de trabalho e exigências como foi durante a preparação dos Jogos.

- Já vi o que temos que melhorar e se formos a ter mais competições pode-se esperar de facto melhorias. Neste evento conseguimos perceber que no ténis feminino temos mais hipóteses do que no masculino. Nem a África do Sul assusta como nos assustava no passado. Estão a surgir na zona atletas emergentes em países como Lesotho. Moçambique não está a ficar atrás porque mostrou que tem talento, apesar de faltar competitividade.