A direcção não diz nada sobre jogadores que sugeri

– Foi do domínio público a minha manifestação de preocupação, ano passado, quando perdemos oito jogadores, na passagem de 2011 para 2012. Apesar de reconhecermos que a equipa ficou mais fraca, em termos de qualidade individual e até mesmo colectiva, com muito trabalho de organização, junto com os atletas, conseguimos ser campeões, talvez também por demérito dos outros concorrentes, como a Liga Muçulmana, o Costa do Sol e o Ferroviário, este último que levou muitos pontos de avanço e depois não os conseguiu segurar. Mas também terá de haver mérito no trabalho que nós – jogadores, treinadores, dirigentes e com o apoio dos adeptos – desenvolvemos no Maxaquene. Eu pretendia que a equipa fosse reforçada, tal como as outras equipas o estão a fazer, para que o Maxaquene estivesse ao nível superior em relação ao ano passado, porque vai encontrar adversários mais determinados no percurso da representação condigna de Moçambique nas competições internacionais e na defesa do título. Reconhecemos as nossas limitações no contexto continental, onde dificilmente chegaremos à fase de grupos da Liga dos Campeões, mas não queremos ser eliminados por uma equipa qualquer, que teoricamente, em termos normais, nós teríamos obrigação de poder vencer, como é este adversário do Botswana. Foram indicados e contactados jogadores para reforçar o plantel e sei que dirigentes do clube também têm estado a fazer esses contactos mas, infelizmente, não se tem avançado para a concretização, que seria a formalização do vínculo.

 

COM SAÍDAS DE TITULARES EM MASSA

Dificilmente montaremos

uma equipa competitiva

Para além do dilema de contratação de novos jogadores, o Maxaquene tem estado a sofrer uma sangria, que poderá culminar com a quebra da sua estrutura base, agora agravada pela rescisão de Hélder Pelembe, por incumprimento de cláusulas contratuais, complicando ainda mais as contas do treinador maxaquenense.

– Tivemos as saídas de Liberty, Eugénio, de Tony e se calhar outros, que se juntaram a Hélder Pelembe, porque são pretendidos por outros clubes, o que constitui um duro golpe nas pretensões do Maxaquene. O clube já sofreu um revés idêntico no passado, com a perda de jogadores titulares na equipa, como foram os casos de Alvarito, Manuelito, Vasil e Reginaldo e, se voltarmos a perder outros, estaremos perante uma destruição de uma equipa e de um trabalho que não se podem refazer de um dia para o outro. É preciso manter o núcleo duro da equipa. Ano passado, a direcção ainda o conseguiu minimamente mas, se agora voltarmos a perder uns quatro ou cinco titulares, muito dificilmente poderemos manter os mesmos níveis competitivos que tivemos, resultantes de muita vontade, muita experiência e muita competência.