Ao ritmo tradicional

Ao ritmo tradicional

A diversidade cultural - através de dança e traje - e linguística esteve bem patente, com os zambianos ( possuem perto de 70 línguas) a mostrar os ritmos e a tradição de grande parte do seu povo, que não se cansava de aplaudir o espectáculo, que sem ter sido excelente esteve a um nível aceitável.

Numa capital, que à nossa chegada já se apresentava bastante engalanada, o que se espera é que o povo marque presença nos locais dos jogos como o fez durante a cerimónia de abertura, presidida pelo Vice-Presidente zambiano, Dr. Guy L. Scott e com a presença de alguns ministros dos desportos da zona ou seus representantes. De Moçambique esteve o director nacional dos desportos, Inácio Bernardo, e o director-geral do Instituto Nacional do Desporto, António Munguambe. Ambos regressam ao país ainda hoje. 

No entanto, apesar dessa festa não podemos deixar de nos referir ao facto de o som, assim como o casal que assumiu o papel de maestros de cerimónia (MC´s) não terem ajudado. A qualidade do som não permitia que tudo fosse audível e como se não bastasse a dupla de MC denotava falta de experiência - terá faltado ensaio - ao ponto de fazer uma confusão na hora da chamada das delegações. Uma atrapalhação que mesmo assim foi sendo "esquecida" devido a alegria que se espalhava nos atletas que compunham as delegações.

 

Os discursos de ocasião já haviam sido feitos e os jovens dançarinos haviam exibido tudo o que programaram e assim a cerimónia ia aproximando ao seu fim. Acabava de se aceder a chama dos jogos e ficámos todos na expectativa de ver aquele que se esperávamos que fosse o último grande momento da festa: o fogo de artifício. Qual não foi o nosso espanto quando este foi lançado sem "provocar" aquele espectáculo que se esperava. Passou mesmo despercebido, mas ficou a intenção e os presentes não deixara de aplaudir o esforço feito.

E no fim se disputou o jogo inaugural entre a selecção da Zâmbia venceu Botswana, por 2-0.

 

Presença de 12 países destacada

A presença dos países esperados no festival da juventude da zona VI foi um dos aspectos que mereceu rasgados elogios por parte da direcção do SCSA, que destacou sobretudo o facto de os ilhéus (Maurícias e Seychelles) terem se juntado à festa que conta ainda com África do Sul, Angola, Botswana, Lesotho, Malawi, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Zâmbia e Zimbabwe.

Entretanto, preocupados com os jogos que iniciariam no dia seguinte, algumas delegações optaram por desfilarem com poucos atletas, sendo que os de atletismo, que só começam a competir amanhã os mais sacrificados.

 

Nyoni o pássaro que virou mascote

Nyoni um dos pássaros mais populares da Zâmbia é a principal imagem dos Jogos do SCSA Zona VI. Escolhido como mascote o pássaro está visível em muitos pontos de Lusaka e na cerimónia de abertura o jovem que vestiu o "nyoni" não deixou seus créditos em mãos alheias e fez o seu espectáculo, que mereceu aplausos dos cerca de cerca de cinco mil pessoas presentes na cerimónia de abertura. E outros ainda conseguiram fotografias para posterioridade ao lado de "nyoni", que se apresentava vestido com as cores da bandeira zambiana. Segundo a programação dos jogos "nyoni" passará nos próximos sete dias todos locais dos jogos, incluindo a vila.

 

A disputa dos VI Jogos do SCSA marcam a estreia da nova direcção deste organismo, daí que durante a cerimónia de abertura houve espaço para se galardoar os que se destacaram nos vários sectores de actividades.

Moçambique também esteve no pódio através do director nacional dos desportos, Inácio Bernardo, que recebeu as condecorações dos ausentes Basto Azarias e de Aníbal Manave, este último como presidente da FIBA-África Zona VI.

 

Uma viagem cansativa mas aprazível

Foram necessárias perto de 44 horas para que os perto de 80 elementos da delegação moçambicana pudessem dizer "finalmente" atingiram Lusaka, que era a terra prometida e que todos se bateram durante os treinos para que pudessem merecer a confiança dos técnicos.

A viagem, que já tinha noção da sua demora, começou às 05.30horas de terça-feira e só terminou por volta das 2.30horas de quarta-feira quando finalmente chegou-se a Lusaka, mas o descanso esse só veio depois das 5.00horas porque primeiro havia a burocracia da acreditação. Em função do cansaço da viagem a quinta-feira oi passada com os técnicos e a equipa médica preocupada em recuperar os atletas e já na sexta-feira a tarde quando abordamos alguns atletas a palavra "cansaço" já não era a nota dominante como foi durante a viagem.

Durante o percurso, que incluiu algumas paragens previamente programadas (Maxixe, Chimoio e Tete) cada um dos viajantes ocupava-se por aquilo que podia: alguns a dormirem, a conversarem, outros a lerem, outros ainda a escutar a música improvisada no percurso e que era colocada pelos MC´s Buque e Marquito. Enquanto isso o pessoal do Ministério da Juventude e Desportos, sobretudo as senhoras Tereza, Natália e Rute iam tentando resolver todas questões logísticas possíveis nessa viagem cansativa, mas bastante aprazível por ter criado espaço para que se aprendesse um pouco mais de geografia do país para quem nunca fizera este percurso.

Frise-se que no primeiro contacto com Zâmbia foi na fronteira de Cassacatiza onde não faltaram os informais a trocarem metical ou dólar em kwacha o que permitiu que se adquirisse os números locais já que o roaming ficou claro que era puxado.  

 

Atanásio Zandamela, nosso enviado a Lusaka

Com apoio do Ministério da Juventude e Desportos