Selecção Nacional supera tormento até chegar aos Camarões

A chegada atrasada e fatigada das vice-campeãs africanas ao palco da competição que qualifica o vencedor aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro-2016, deve-se a problemas de ligação aérea entre Libreville (Gabão), com Yaoundé (Camarões).

O problema é alheio à Federação Moçambicana de Basquetebol e foi provocado pela Ethiopian Airlines, a companhia aérea que vendeu as passagens aéreas à Selecção Nacional e que desde Maputo havia confirmado o voo de ligação entre o Gabão e os Camarões para a noite de terca-feira.

É que já no Aeroporto Internacional de Libreville e vendo o aproximar da hora prevista para o embarque a Yaoundé, a coordenadora da Selecção Nacionbal, a ex-internacional Marta Monjane, verificou que não havia nenhuma indicação para a realização – naquela noite – entre a capital do Gabão com a dos Camarões.

Informada, a delegação da Ethiopian Airlines em Libreville confirmou que, de facto, durante meses houve essa ligação, mas que, nos últimos dias, deixou de ser feita à terça-feira, dia em que o “cinco” nacional devia ter embarcado.

Para forçar uma chegada atempada aos Camarões, ainda admitiu-se a possibilidade da equipa embarcar para Douala, a segunda maior cidade dos Camarões para, depois viajar cerca de duas horas de autocarro para Yaoundé, mas por questões de segurança no trajecto via terrestre, a hipótese foi colocada de lado.

Neste sentido, a Ethiopian Airlines tomou a responsabilidade de alojar a Selecção Nacional em uma unidade hoteleira em Libreville por duas noites, garantindo que na quinta-feira de manhã (hoje), transportaria a equipa para Yaoundé, onde chegaria antes das 12h00 para jogar as 17h30, diante da equipa da casa, para o Grupo-A.

Desfeitas as malas e com a equipa já alojada no hotel, os responsáveis da Ethiopian Airlines contactaram a equipa para informar que as 00h00 de terca-feira devia abandonar o hotel para as 03h00 da madrugada de quarta-feira apanhar um voo da companhia de bandeira dos Camarões para aquele país.

Poucos minutos depois das atletas se instalarem para o merecido descanso, depois de cerca de 12 horas sentadas no Aeroporto, eis que regressaram ao Aerorpo.

Embarcaram cerca das 5h30 para Douala, a segunda maior cidade do país anfitrião do Afrobasket, onde desembarcaram ao cabo de 45 minutos.

Depois de cerca de uma hora de escala, as vice-campeãs africanas pegaram outro voo, agora para Yaoundé, onde chegaram volvidos 30 minutos de viagem.

Para quem pensasse que o tormento ai havia terminado, eis que uma burocracia sem paralelo fez a equipa ficar por mais de duas horas no aeroporto de Yaoundé para desbloquear questões ligadas a formalidades migratórias.

Só cerca das 11h00 é que, finalmente, as atletas entraram no hotel para elas reservada na cidade palco do Afrobasket.

Com as atletas cansadas, o seleccionador nacional cancelou o treino previsto para o período da manhã de hoje, ficando com o desta noite (20h00), num esforço para de modo a que a equipa repousasse o máximo.

Na manhã desta quinta-feira, a Selecção Nacional volta a treinar no pavilhão onde, a partir das 18h30 horas – de Moçambique – enfrentará os Camarões.

Na sexta-feira será a vez de enfrentar Uganda e, depois, no sábado, a África do Sul.

Depois do descanso de domingo, a equipa termina a primeira fase defrontando o Mali e Gabão, na segunda-feira e terça-feira, respectivamente.

Refira-se que nos recém terminados Jogos Africanos do Congo-Brazaville, Moçambique perdeu os dois jogos que fez com os Camarões, primeiro na fase de grupos por 60-49 e, depois, na disputa do quinto e sexto lugar por 70-69.