QUANDO A PAIXÃO E DEDICAÇÃO SUPERAM A CIÊNCIA

Por: Deanof Potompuanha
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Fotos de Arquivo

E le é o responsável pelo “boom” de muitas atletas, com um número significativo a evoluir na diáspora. Há menos de cinco anos lançou-se como treinador, pela primeira vez, de um clube. De lá a esta parte só quebra recordes. Iniciou no “basket show” – foi cinco vezes campeão em escolas diferentes (Secundária da Matola, Josina Machel e Zona Verde) – a afirmação de um dos melhores treinadores africanos da actualidade.

Com 35 anos, Leonel “Mabê” Manhique levou, há uma semana, o Ferroviário de Maputo (clube que o projectou) ao seu primeiro título africano em seniores femininos. Em 2018 fica igualmente marcado na carreira do jovem técnico por levar Moçambique pela primeira vez ao campeonato do mundo nos escalões de formação (sub19). Não é menos importante o segundo lugar do seu Ferroviário das Mahotas, que eliminou o Costa do Sol e estremeceu a equipa principal do Ferroviário de Maputo.

Internamente, desde que tirou Nasir Salé do trono em 2014, o seu Ferroviário nunca mais perdeu um título nacional, sendo agora pentacampeão. Os “locomotivas” não venciam um título nacional desde 2006. Foi com ele que se quebrou o jejum. Elaborou ainda uma base para a construção do Ferroviário das Mahotas (equipa “B”) – formação que encostou o Costa do Sol e, por pouco, arrancava o título nacional à equipa-mãe! Este, sobretudo a conquista da 24.ª edição da Taça dos Clubes Campeões de África, foi o pretexto para uma afável conversa com este grande senhor, que nos consumiu 38 minutos e 32 segundos.

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