SÓCIOS IGNORAM AMEAÇAS DAS LAM E ADM E VOTAM EM ARLINDO MAPANDE

Por: Atanásio Zandamela
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Fotos de Jaime Machel
 
Os sócios do Maxaquene não se deixaram intimidar perante as ameaças proferidas na terça-feira (17) por Saíde Jr. e Hermenegildo Mavale, segundo as quais as empresas integradoras (Linhas Aéreas e Aeroportos de Moçambique) iriam rever a sua participação no clube caso não fosse eleito o seu candidato, Nuro Americano, e votaram em Arlindo Mapande. Considerado como sendo candidato dos sócios, Mapande foi eleito sem tanta surpresa e de forma “esmagadora”, com 151 votos (71, 6 por cento) a favor, contra apenas 58 (27,4%) de Nuro Americano, num processo com um voto nulo e um branco numa urna. Os pronunciamentos de Saíde Jr. no lugar de aproximar os sócios de Nuro Americano acabaram servindo para fortificar a candidatura de Mapande e a sua eleição era quase uma certeza, até porque à sua entrada no pavilhão foi ovacionado pelos seus apoiantes, algo que se repetiu quando este foi dado a palavra para se dirigir aos presentes, ao contrário do seu concorrente. Marcada para iniciar às 9.00 horas, a Assembleia só começou por volta das 10.45 horas, um atraso “programado”, já que os “olheiros” das duas listas diziam esperar ver quem ia entrar, já que se falava de sócios fantasmas – de 390 inscritos já se cogitava mais de 500 – que haviam sido mobilizados na empresa Aeroportos de Moçambique. E a esperada votação iniciou às 11.30 horas, prolongando-se até às 12.02, mas depois ficou-se mais 20 minutos para se analisar as 15 procurações apresentadas, das quais 11 foram regulares e três retiradas por falta de quotas e um era repetido. A votação terminou como tal só às 12 horas e 28 minutos. Não obstante essas desconfianças, a Assembleia-Geral Extraordinária, que contou com uma presença assinalável de sócios (199 mais 11 votos através de procurações passadas para o efeito), decorreu de forma pacífica, contrariado o cepticismo que chegou a pairar depois dos pronunciamentos dos representantes das empresas integradoras, que estranhamente não estiveram representadas. E o ambiente festivo no final da mesma não deixava dúvidas. A maioria dos sócios estava com Mapande, a avaliar pelas ovações que se seguiram quando se contabilizou o 106º voto que já assegurava a vitória. A festa iniciada no Pavilhão do Maxaquene continuou no Estádio Nacional do Zimpeto, onde a equipa principal de futebol derrotou (3-0) a Liga Desportiva de Maputo. A tomada de posse em princípio será nesta quarta- -feira, como está previsto no calendário eleitoral.