Assumimos a candidatura à conquista de qualquer uma das taças em disputa

O Ferroviário de Nampula inicia o processo de organização da época de 2017 sem catorze jogadores que fizeram parte do plantel do ano passado, designadamente o guarda-redes Rodrigues, os defesas Ali, Ernest, Charles, Dondo, este que deverá ir para o Departamento de Futebol, Samito, sendo que Salomão, com quem Arnaldo Salvado gostaria de contar, regressou ao Costa do Sol, enquanto Gervásio seguiu para o homónimo da Beira, onde jogara no passado. Dos jogadores que evoluíam na intermediária os locomotivas não quiseram continuar com os préstimos de Paiva, Hipo, Taibo e Amadu. Também os atacantes Green, Nando e Tomás Jr foram dispensados. Recorde-se que Buramo saiu a meio da época o ano passado.

Para os trabalhos da presente temporada, que se inicia na manhã de hoje (segunda-feira), o técnico Arnaldo Salvado, que continuará a ser coadjuvado por Garrincha, vai dispor de alguns jogadores que foram preponderantes na manobra da equipa no ano passado, como o guarda-redes internacional moçambicano Pinto, Banda, Kwali, Vivaldo, Ndazione e Raul, um jovem promissor que já mereceu a chamada à Selecção Nacional. Os locomotivas vão fazer recepção a outras unidades experientes que vão ajudar a preencher algumas lacunas existentes no plantel do ano passado como, por exemplo, Mustafá (ex-Costa do Sol), Osvaldo Sunde, Zicco (ex-Liga Desportiva) e Jorge (ex-UD Songo). Entretanto, Salvado não quis confirmar nenhum nome dos reforços, defendendo-se que até à noite de ontem esteve de férias em Maputo e não teve a confirmação de todos os nomes indicados para fazer parte da equipa deste ano.

Antes de avançar para a perspectiva de 2017 Arnaldo Salvado preferiu falar da época passada, que teve oscilações, concretamente no princípio, embora tenha conseguido, depois, estabilizar a equipa, batendo um recorde de 18 jogos sem perder uma única partida.

Foi assim que aproximámo-nos do topo da tabela classificativa. Chegámos a estar com uma diferença de três pontos em relação à liderança. Muitos que acompanhavam o nosso percurso associaram-nos aos mais sérios candidatos ao título, mas depois veio a fase de fazer jogos à quarta e ao domingo. Foi exactamente nesse período em que a equipa se ressentiu. Acabámos por não aguentar com o ritmo que estávamos a imprimir porque tínhamos um plantel bastante reduzido, afirmou o técnico dos nampulenses, que mesmo assim elogiou o esforço empreendido pelo seu grupo durante o ano passado, dizendo que apesar das reconhecidas limitações continuou na luta até ao fim. Ainda assim terminámos empatados com o Chibuto e Liga Desportiva, no terceiro posto, expressou-se o nosso interlocutor.

Joca Estêvão/Luís Muianga