Sei que não me devolverão o braço mas quero que a justiça seja feita!

Embora não consiga lembrar-se com exactidão das datas e da idade que tinha quando se transferiu para o Ferroviário de Maputo, emblema onde apenas fez um treino antes de rumar para o Maxaquene, Aly continuou:

– Ainda cedo fui transferido para o Ferroviário de Maputo, mas por lá fiz só um treino. No dia seguinte passei a jogar na equipa de juvenis do Maxaquene, a convite do sr. Nataniel, que era um dirigente da colectividade. Na altura recordo-me que o Maxaquene prometeu custear os meus estudos e ajudar no que fosse necessário. Não hesitei em aceitar o convite. O Maxaquene é o clube do meu coração. Digo isso porque foi marcante ter representado este emblema,recorda o ex-guardião.

carreira curta mas gratificante

Em 1979 Aly ascende ao escalão de juniores e isso o obrigou a dar mais de si para conquistar o seu lugar na equipa. No mesmo ano já havia sido lançado às feras, fazendo regularmente treinos com a equipa sénior, jogando ao lado de jogadores como Ferreira, Santinho, Jordão, Vitorino, dentre outros. Desde cedo Aly passou a sentir o calor do balneário dos “tubarões”.

– Foi uma honra para mim ter sido suplente de Nuro Americano e ter privado com jogadores renomados de que muitas vezes apenas ouvia os nomes pela rádio. Tive muitos êxitos, pois ganhei tudo o que um jogador gostaria de ter conquistado. Fui tri-campeão pelo Maxaquene (1984/85/86). Nos dois primeiros anos (1984/85) fui suplente. Já no ano seguinte o mister Rui Caçador incumbiu-me a espinhosa missão de substituir o Nuro, depois de ter sido acometido por uma grave lesão que o colocou fora dos campos por quase uma época. Felizmente, tudo me saiu a contento. Sagrei-me campeão da cidade, conquistei um título nacional e uma Taça de Moçambique, defendendo os interesses supremos do Maxaquene. Foi gratificante,afirma Aly, com um largo sorriso estampado no rosto.

Raimundo Zandamela Luís Muianga