Uma participação que sugere muito TPC

Uma das melhores maneiras de se ultrapassarem fantasmas é encará-los de peito aberto e com determinação. Aliás, eles fazem algum sentido em nós quando assumimos a sua existência. Recuperar a confiança o quanto antes e deixar de tremer é crucial para vencer o medo. Foi isso que Moçambique tentou fazer, na última terça-feira, para ultrapassar a sua congénere da Zâmbia e conseguir aumentar a vantagem na tabela classificativa e esperar que o Congo perdesse e assim garantir uma vaga nas meias-finais.

O técnico da selecção, Arnaldo Ouana, que havia manifestado o interesse de no mínimo passar da fase de grupos, entregou o peito às balas, reconhecendo que a sua equipa não chegou a materializar tal desejo por culpa própria. No rol dos erros destacados pelo ex-mamba constam os que ele classifica de deficiência de formação.

– Infelizmente os nossos jogadores transportam consigo uma série de erros adquiridos ao longo da sua formação como jogadores. Não se explica por que razão uma equipa que cria cinco oportunidades de golos flagrantes não consegue marcar pelo menos um. Tal como disse anteriormente, esse é um problema que eles já trazem consigo,enfatizou o timoneiro dos Mambinhas.

Arnaldo disse ainda que tal situação está a preocupar a equipa técnica, visto que a mesma tem feito tudo o que está ao seu alcance para tentar colmatar tal situação.

– Acabamos assumindo as responsabilidades quando a equipa não consegue fazer bons resultados. Mas a nossa presença neste torneio não foi de todo má, tendo em conta  que mesmo a própria Zâmbia acabou ganhado o jogo porque nós permitimos que ela o fizesse,anotou.

Raimundo Zandamela/Cosafa.com