Tivemos um ano bastante intenso

A Selecção Nacional de Futebol de Moçambique, os Mambas, fez semana passada o seu último jogo do ano de 2016. Seu adversário foi a África do Sul, com quem empatou a um golo. Era o nono jogo não só do ano como do actual seleccionador nacional, Abel Xavier, que começou com o Gana, em Acra, perdendo por 3-1, a contar para as eliminatórias do CAN que vai ter lugar em Janeiro.

Tratando-se do derradeiro desafio da equipa de todos nós, que teve igualmente a participação no Torneio da COSAFA, na Namíbia, para além de outros encontros de carácter amistoso, sugerimos a conversa que se segue a Alberto Simango Jr.

UM JOGO POR MÊS É MUITO BOM

– Que balanço faz do desempenho da Selecção Nacional neste ano prestes a terminar?

– Quando me candidatei para a presidência da Federação Moçambicana de Futebol usei como slogan “A Força do Futebol”. Em vários momentos, antes das eleições, sempre defendi que se eu ganhasse seria o futebol a ganhar. O sinal que estávamos a dar surgia na sequência daquilo que é a nossa estratégia daquilo que é a nossa visão: é preciso que se jogue futebol. É preciso que se ocupe mais tempo jogando do que a fazer outra coisa. E nós sabemos que a Selecção Nacional não é um clube que treina todos os dias, tendo, por isso, muito pouco tempo para trabalhar com os atletas, de forma a conceber a metodologia e filosofia do novo seleccionador nacional. Para se construir uma equipa precisa-se de tempo. É na base disso que nós fizemos esta série de jogos, entre oficiais e não oficiais, acabando conseguindo totalizar nove partidas. Estivemos perto de atingir a fasquia de um jogo por mês. Estamos a falar de cerca de nove/dez meses para nove jogos. Até podemos dizer que (quase) mensalmente a Selecção teve um jogo. Tivemos um ano de trabalho bastante intenso, no meio de outras realizações que levámos a cabo.

César Langa