Em 2017 queremos ganhar tudo que estiver em disputa

O Costa do Sol teve uma das suas piores classificações de sempre em 2016. O décimo lugar no Moçambola é resultante de vários factores negativos relatados por Amosse Chicualacuala, presidente da colectividade canarinha, que perspectiva uma revolução que vai culminar com o afastamento de 17 jogadores e a aquisição de novos elementos com perfil de campeões.

– Que elementos influenciaram para o mau percurso este ano?

– O ambiente que se criou à volta do clube influiu negativamente nos resultados que obtivemos. E quando os resultados não aparecem num clube da dimensão do Costa do Sol, onde se exigem títulos, gera-se insatisfação total. Passámos por momentos difíceis. Todos reclamávamos e não conseguíamos ter soluções. 2016 é uma época para esquecer.

– Pode detalhar melhor as razões efectivas que concorreram para esse fracasso?

– A indisciplina foi um dos elementos fundamentais para a instabilidade na equipa. Tivemos um balneário indisciplinado. Também referir que a Direcção não foi muito presente. Nas deslocações, por exemplo, tínhamos a equipa técnica e um delegado a acompanhar os jogadores. Infelizmente o nosso director desportivo, Henrique Tembe (Riquito), é uma pessoa bastante atarefada nos seus afazeres profissionais e não conseguiu conciliar o tempo para estar com a equipa. Isso afectou na gestão diária. Viveu-se uma anarquia total. Com anarquia não era possível ter bons resultados.

Joca Estêvão/Domingos Elias

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