Quarenta e um dias de empreitada para o título sob direcção de Aleixo

Depois de conquistar três Taças de Moçambique e ter chegado ao fim de dois campeonatos como vice-campeão, ficou uma dívida pendente para com o povo de Sofala, concretamente o beirense: conquistar o título nacional, que se acreditava que fosse possível pelo único representante no Moçambola a chegar ao título.

Entretanto, a época locomotiva não corria de feição com o zambiano Wedson Nyerenda, que ao fim de 24 jornadas parecia ter hipotecado esse sonho.

Nesse último jogo, o Ferroviário da Beira estava em vantagem de dois golos frente ao homónimo de Nampula, mas acabou empatando (2-2), ficando com seis pontos de desvantagem sobre a União Desportiva do Songo, até a altura líder da prova.

Face a saída de Nyerenda, era preciso encontrar uma solução valida para o comando técnico e Aleixo estava ali. Talvez, nessa altura, os dirigentes tenham consultado o significado de Aleixo, mas, se calhar, nada se assemelhasse ao real sentido, ou seja, Aleixo não era aquele que repele os inimigos porque provavelmente Fumo não os tenha, mas podia encaixar-se se no prosseguimento desse significado a palavra defensor.

Esse significado estava mais perto do que se pretendia, pois Aleixo seria o defensor do grupo de todas as anomalias e percalços como revelou em nossa conversa, dotando a equipa de uma força mental muito forte. Era preciso dar mais consistência psicológica face aos resultados que vínhamos tendo, de modo a ter confiança no que estávamos a fazer, disse o técnico, respondendo a questão sobre o que teria acrescentado à equipa para dar a volta ao texto.

Joca Estêvão/Arquivo

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