Potência máxima na hidroeléctrica

No Songo começam mesmo a creditar na conquista do inédito título, ainda que faltem nove jornadas e a União Desportiva local tenha apenas quatro pontos de avanço. Uma crença que se manifesta através dos dizeres “rumo ao título” estampados nas camisetas da claque.

Mesmo assim, a harmonia não mora no Songo, com os adeptos a continuarem divididos – qual Nacala transferido para Songo –, situação que mereceu um desabafo de Artur Semedo: “Jogar no Songo, para os adversários, tem sido difícil por causa da nossa competência, mas ainda mais difícil para nós porque jogamos sem apoio. Sempre temos adeptos extremamente contestatários”.

O jogo, esse, iniciou lento e sem que nenhum dos conjuntos conseguisse impor a velocidade necessária, quiçá por causa do calor que se fazia sentir no Songo. Dessa forma, ficava claro que só iniciativas individuais poderiam criar perigo. Do lado da equipa da casa, Rodrigo Chereque e Luís Miquissone eram os que mais tentavam abrir espaços para incomodar a baliza contrária, enquanto os “guerreiros” Chawa e Cedric faziam o mesmo doutro lado, mas tudo feito com lentidão e sem a profundidade necessária.

Atanásio Zandamela/José Cucheza