Foi com Milagre que Ferroviário tornou-se heptacampeão nacional

Deanof Potompuanha

Foto de Luís Muianga

Sim. O Milagre, que também é Macome, abandonou o Costa do Sol três décadas depois e devolveu o título de campeão nacional ao Ferroviário de Maputo, interrompendo cinco anos de jejum. Os “locomotivas” da capital do país conquistaram sábado a 38.ª edição da Liga Nacional de basquetebol, em seniores masculinos, depois de uma vitória por 3-2 sobre o seu homónimo da Beira (3-2), na final dos play-off à melhor de cinco jogos. No derradeiro jogo, venceu por 69-56, ante uma pavilhão do Maxaquene super lotado.

Não houve Jimmy, não houve Ferroviário da Beira.

Com as duas equipas empatadas (2-2) no “play-off” da final, a noite de sábado era para os mais astutos, os mais eficientes, os mais rigorosos…ou seja, não se admitiam erros. Foi assim que as duas equipas entraram para o jogo.

Os “cincos” apresentados pelos dois técnicos teve algumas mexidas. O Ferroviário de Maputo entrou com Edson Monjane, Augusto Matos, Custódio Muchate, Ermelindo Novela e Bojan Sekicki. O seu oponente teve Elvis Houana, Fernando Manjate, Jimmy Williams, Octávio Magoliço e Abel Mubetene.

“LOCOMOTIVA” DE MAPUTO

NÃO RESPEITOU PASSAGENS DE NÍVEL

E foi com dois pontos do aniversariante Mubetene que o jogo começou. Octávio Magoliço não quis ficar de fora e arremessou um triplo (5-0). O Ferroviário de Maputo respondeu pelo inspirado Edson Monjane (5-2). Magoliço repostou (7-2) e ainda ganhou falta, desperdiçada nos lançamentos livres. Ermelindo deu um ponto à equipa da capital, mas Fernando “Nandinho” Manjate, que na véspera do encontro assinalara mais um aniversário, obrigou Milagre Macome a chamar a sua equipa à concentração, com dois pontos. O desconto de tempo foi determinante. A equipa invicta da fase regular reapareceu e nunca mais respeitou à passagem de nível. O Ferroviário de Maputo saiu em vantagem no primeiro período (14-15).

O triplo de Bojan (20-16) no fim dos 24 segundos do ataque levantou o público, que esteve sempre irrequieto. O Ferroviário da Beira jogou num ambiente literalmente hostil, embora tivesse alguns simpatizantes a apoiá-los. À entrada dos últimos quatro minutos do segundo período, Helton Ubisse faz um grande desarme, para depois haver uma excelente finalização de Bojan, que troca a bola de uma mão para outra e num grande movimento fazer dois pontos (28-17). Os espectadores já estavam eufóricos e, e se adivinhava o MVP da fase final. O Ferroviário da Beira apenas conseguira três pontos em sete minutos (28-17). Nasir voltou a falar com os seus pupilos, mas a resultou. O jogo ia ao intervalo, mas antes houve um triplo de Luís de Barros (39-18), nos últimos centésimos, para a devida ovação.

Os “locomotivas” da Beira continuavam sem soluções, até que Jimmy Williams mostrou alguns sinais de vitalidade, com um triplo que reduziu a gigantesca diferença pontual (42-26).  Milagre não gostou e pediu desconto de tempo. Parecia que a equipa de Nasir Salé tinha encontrado, finalmente o caminho do cesto. Falsa indicação! O que se viu foi o espectáculo das duas equipas, com forte ascendente para os campeões da cidade de Maputo, que foi confortável para os últimos 10 minutos (53-39).

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Pos Equipe J DP Pts V E D GM GC
1. Chibuto FC 0 0
2. ENH 0 0
3. F. Maputo 0 0
4. F. Nampula 0 0
5. L.D. Maputo 0 0
6. Textáfrica 0 0
7. T. do Pungué 0 0
8. B. de Pemba 0 0
9. C. do Sol 0 0
10. D. Nacala 0 0
11. F. Beira 0 0
12. F. Nacala 0 0
13. Incomáti 0 0
14. Maxaquene 0 0
15. U.D. Songo 0 0
16. Desportivo 0 0

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