É preciso descentralizar os jogos dos Mambas

As autoridades futebolísticas devem-se esforçar para que os “Mambas” possam fazer mais jogos fora da cidade de Maputo, num esforço de descentralização que vise levar a mesma festa vivida na cidade da Beira para outras cidades do país.

O apelo foi manifestado pela governadora da província de Sofala, Maria Helena Taipo, no final do jogo em que os “Mambas” golearam as Seychelles por 5-1, disputado na tarde de sábado, no campo do Ferroviário da Beira.

Antes de se referir a este aspecto, Taipo falou da justiça da vitória dos “Mambas”. Na sua opinião, não sofre qualquer tipo de contestação.

“A vitória da Selecção Nacional é justa, sobretudo porque a nossa selecção jogou bem. Não há dúvidas de que esta é uma vitória merecida, mas também devo dizer que a nossa população está de parabéns porque se portou verdadeiramente como o 12.º jogador. Nós estamos felizes por esta vitória dos ‘Mambas’.”

- Admite que para si, em tanto que governante, foi uma responsabilidade acrescida receber na província que dirige a Selecção Nacional, logo a seguir à derrota diante do Ruanda e da mudança de treinador?

- Era nossa responsabilidade dar carinho e amor à nossa Selecção Nacional. Fizemo-lo dentro desse espírito. No entanto, gostaríamos de chamar atenção de quem é de direito para que não se tomem medidas desta natureza sabendo que estamos a uma jornada deste tipo de jogos. Era preciso que houvesse algum tipo de ponderação. Por isso, avaliando em função do que aconteceu nos “Mambas” em Maputo, a decisão de se ter o jogo aqui na Beira foi boa e tínhamos de moralizá-los. Os jovens da nossa selecção merecem o nosso apoio e carinho e, em Sofala, tiveram o apoio de todos os segmentos da sociedade.

- Como reage ao facto de o público presente no campo do Ferroviário da Beira ter pedido que os “Mambas” venham jogar cá mais vezes?

- Sei que o povo quer que os “Mambas” venham mais vezes jogar aqui na Beira, mas claro que dependerá mais dos organizadores ao nível da cidade de Maputo. É preciso que em algum momento se faça a descentralização deste tipo de jogos. Eu penso que em qualquer ponto do país a população haveria de ocorrer aos jogos e, por isso, é fundamental que se descentralize este tipo de jogos. Nós somos um povo e é importante que se criem as condições para que todas as províncias tenham esta festa que Sofala viveu por causa do jogo com as Seychelles.