Trabalho todos os dias para me superar

Depois de sair do Sporting, após transferência do Desportivo, Edson André Sitoe, mais tratado por Mexer, disse que ainda sonhava com um grande. Aos 26 anos de idade, o mundo do futebol continua rendido ao seu talento. Não é por acaso que é, para muitos, o melhor jogador moçambicano da actualidade, atributo que era ostentado por Dominguez, o actual capitão dos “Mambas”.

Recorde-se que, depois de representar o Olhanense, Mexer foi para o Nacional, de onde veio o grande salto para o campeonato francês, para representar o Rennes, da primeira Liga francesa. Dos 38 jogos que a equipa efectuou no campeonato na época de 2014/15, o internacional moçambicano apenas esteve ausente de três, ou seja, fez 35 partidas, tendo sido um dos elementos preponderantes na defesa da equipa francesa, chegando a fazer golos quando chamado a ajudar a equipa em missões ofensivas, com destaque na goleada de 6-2 ao Evian, na segunda jornada do Ligue 1 (designação do campeonato francês), em que finalizou com êxito por duas vezes. Mexer voltou a ser certeiro na trigésima primeira jornada da maior prova francesa quando, de cabeça, fez um dos três golos na vitória sobre o Lorient.

O Rennes terminou o campeonato, conquistado pelo Paris Saint-Germain, em nono lugar, com cinquenta pontos, menos 33 que o vencedor da prova disputada por vinte equipas.

Fiz uma boa temporada. Fico feliz por isso. Ajudei a minha equipa a conseguir uma boa classificação, tendo em conta o valor dos outros concorrentes com emblemas prestigiantes no mundo do futebol que disputam o campeonato francês, sublinhou o central, acrescentando que aprendi um pouco mais. Aliás, eu vivo aprendendo. Já no campeonato português fui adquirir muitos conhecimentos e consegui corrigir algumas coisas que tinha como deficit. Agora sinto que dei um passo um pouco melhor. Evoluí mais. O campeonato francês ajudou bastante, Mexer.

ADAPTAÇÃO FÁCIL

Naquele campeonato, onde actuam dos melhores clubes da Europa e do mundo, além do referido campeão francês, defrontou jogadores dos mais cotados do ranking e não se deu mal, como o brasileiro Thiago Silva e o sueco Zlatan Ibrahimovic (PSG), que constam da lista dos 20 mais bem pagos do mundo, entre outros. Porém, para o jogador moçambicano, esse facto não faz do futebol luso menos importante que o francês.

Na minha opinião, o campeonato francês não é muito diferente do português, que também é de uma grande qualidade e competitividade. É um pouco mais corrido e mais agressivo. Felizmente consegui adaptar-me com relativa facilidade. Também porque o Rennes tem um grupo excelente, bem orientado, com jogadores bem formados e uma direcção sempre apostada em ver a sua equipa no seu melhor, frisou o interlocutor do desafio.

O central dos “Mambas” é, neste momento, um dos jogadores moçambicanos mais cobiçados e pode não continuar na equipa do Rennes, clube com quem ainda tem um vínculo contratual. Chove de vários quadrantes a vontade de contratar Mexer, sendo o mais prestigiante interesse aquele que veio de Itália, por parte do Inter de Milão, que oferece um valor considerável pelo passe do jogador dos “Mambas”.

 

Não posso pronunciar-me sobre esse assunto. É uma situação interna do clube e não estou autorizado a falar sobre ela. Tenho contrato com o Rennes, sinto-me lá e, a ter de sair, só eles é que poderão determinar, embora me sinta feliz por perceber que o meu trabalho está a ser apreciado ao mais alto nível. Esse facto deixa qualquer jogador envaidecido. Depois das férias volto ao Rennes, e eles vão dizer exactamente o que vai ser de mim. Por enquanto, nada posso adiantar sobre o meu futuro, afirmou Mexer.

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