Tricolores superam sua classificação dos últimos quatro anos

O Moçambola-2015 tem sido atípico para a maioria dos intervenientes, sobretudo para os candidatos ao título, mas o Maxaquene tem sido feliz, apesar das críticas sobre o futebol praticado, ganhando jogos, sempre à tangente, mesmo sem ter o domínio total dos acontecimentos.

O pragmatismo tem sido a principal arma dos tricolores, que têm este ano o concurso de Whisky e do nigeriano Okan, no centro do terreno, além de uma defesa experiente e compacta, onde Zabula e Nito, bem como Butana e Bernardo têm sido quase intransponível, sem esquecer de fazer referência a um grande guarda-redes que têm por trás, o malawiano Simplex. Com estes homens, o Maxaquene sofre muitos poucos golos, mas também consegue, de forma rápida e objectiva, criar lances de ataque, onde Lukman e Isac, das melhores duplas da prova, decidem jogos, com particular destaque para o internacional moçambicano, que disse, antes da prova se iniciar, que pretendia revalidar o título de melhor marcador.

É com essa postura montada por Chiquinho Conde, que o Maxaquene, em dez jogos, ganhou sete, empatou uma e perdeu por duas vezes, designadamente na deslocação a Songo, frente ao HCB, no último minuto do tempo de compensação, e a outra, diante do Ferroviário da Beira, ambas por 1-0.

Ainda assim, o Maxaquene tem a melhor classificação dos últimos quatro anos. Fez até ao momento 22 pontos e comanda o Moçambola, que foi interrompido para dar lugar a participação de Moçambique no torneio da COSAFA. A segunda melhor classificação dos tricolores, após a realização da décima jornada, foi em 2013, quando fez 18 pontos, em terceiro lugar, curiosamente numa época em a equipa sofrera mais golos, em dez jogos (9).

Também era, à semelhança de 2012, terceiro classificado em 2012, quando conquistou o campeonato, e 2014. No ano do título, os tricolores haviam marcado nove golos, contra dez dos restantes três anos em referência.