“Missil” de Dário Khan no prolongamento

O Costa do Sol entrou em campo com o objectivo de conseguir alcançar a terceira vitória consecutiva, mas encontrou pela frente um adversário que, desde o apito inicial de António Munguambe, dificultou todas as acções, chegando, nos primeiros minutos, a obrigar os donos da casa a concentrarem-se no seu meio-campo para impedir o quelimanenses conseguissem violar as suas redes. Todavia, seria o Costa do Sol, na sua primeira incursão, aos três minutos, que criou a primeira oportunidade de golo, com Dito a fugir sobre o lado esquerdo do seu ataque e cruzar para a cabeça de Dainho, que mesmo na marca de grande penalidade, não teve arte para bater Dinho.

Na resposta, dez minutos depois, o 1º de Maio teve uma bola à base do travessão, quando, na sequência de um pontapé de canto, Nélson, dentro da área rematou forte ao ferro, com Soarito completamente batido.

O Costa do Sol, não se incomodou com a situação e carregou no acelerador, impondo respeito, dominando o jogo com jogadas bem delineadas, fazendo a bola passar rente a relva, de jogador para jogador, mas, sem conseguir furar a bem organizada defesa contrária, excepto quando Parkim, descaído pela esquerda, depois de desfazer-se de uma muralha, cruzar tenso para o segundo poste de Dinho, que fez um toque subtil para evitar o pior.

Contrariamente ao que nos habituara, o 1º de Maio, face a forma como os canarinhos abordavam o jogo, baixaram as suas linhas para dificultar as intenções canarinhas e, de certa forma, conseguiram-no, obrigando que o jogo chegasse ao intervalo com um nulo.