Festa e emoções a rodos na recepção às rainhas de África

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As meninas da Liga Muçulmana, que se sagraram campeãs africanas de basquetebol sénior feminino, cuja prova teve lugar em Abidjan, capital da Costa do Marfim, regressaram ao país, onde eram aguardadas por um considerável público. 

A Direcção da Liga Muçulmana esmerou-se e fez-se em peso ao Aeroporto Internacional de Maputo. Numeroso público, devidamente trajado de roupas com dizeres da ocasião. Dísticos e cartazes em punho. Representantes do Governo e da Federação Moçambicana de Basquetebol presentes. Familiares e amigos das heroínas não se furtaram da obrigação afectiva de testemunhar a chegada triunfal das meninas com as quais, uma semana antes, haviam trocado beijinhos em forma de despedida.

Faltavam alguns minutos para a hora prevista da chegada do avião e a expectativa era enorme. Cada um queria ser o primeiro a ver o primeiro membro da comitiva a fazer a sua aparição. Todos se acotovelavam em busca da primazia. Público, dirigentes, órgãos de informação e curiosos. Todos queriam ser os primeiros.

Quando se apercebeu da chegada da aeronave, o presidente do clube foi ao encontro das jogadoras, certamente para evitar que cada uma se fizesse expectante à sua maneira. Vestiu-as todas ao figurino do dia e do momento. Mas acabou sendo Valerdina Manhonga, de taça em punho, a primeira a apresentar-se ao público. Uma explosão de alegria! Apitos, vuvuzelas, palmas e outras formas afins de exteriorizar a veneração. Porque as meninas da Liga Muçulmana fizeram por merecer. E era apenas o começo da festa.

No exterior do aeroporto, um carro alegórico estava estacionado para transportar as novas campeãs de África em basquetebol. Seguiu-se o trajecto projectado pela Direcção da Liga Muçulmana, em coordenação com a Polícia da cidade de Maputo, que através dos respectivos batedores ajudou a comitiva a fazer face ao intenso tráfego da capital do país.

Do aeroporto, as meninas tomaram a Avenida Acordos de Lusaka até ao Ponto Final, de onde seguiram pela Avenida Eduardo Mondlane até onde ela começa, justamente na Avenida Julius Nherere. Deste ponto, as campeãs seguiram até à Praça da Independência, depois de passarem pela Praça Robert Mugabe, avenidas 25 de Setembro e Samora Machel.

A etapa final do dia da chegada era o Conselho Municipal da Cidade de Maputo, onde as meninas foram recebidas pelo vereador para a Área dos Transportes, João Matlombe, em substituição do edil David Simango.

– Não quisemos perder o ensejo de receber as nossas campeãs africanas, após a conquista do título. As nossas felicitações por terem conseguido ser melhores entre outras boas equipas de África. Se a Liga Muçulmana conseguiu ganhar, foi porque há muito trabalho no clube. Parabéns, Liga Muçulmana, parabéns, Direcção do clube por ter feito melhores contratações! O basquetebol feminino é a nossa melhor marca. Estamos abertos para continuarmos a trabalhar com a Liga Muçulmana em todas as modalidades que movimenta. Temos uma dupla satisfação por a MVP ser nossa. O mérito de Clarisse Machanguana é inegável, disse João Matlombe, vereador da Área dos Transportes do Município da Cidade de Maputo, em substituição de David Simango.

Obrigado, meninas!

– Rafik Sidat, presidente da Liga Muçulmana

O presidente da Liga Muçulmana, Rafik Sidat, era um dos homens felizes dos que se encontravam presentes no Aeroporto Internacional de Maputo. Convidado pela nossa Reportagem para exprimir o seu sentimento, começou por dizer:

– Eu só tenho a agradecer às atletas por nos trazerem um título africano que honra não só a Liga Muçulmana mas também o país inteiro, razão pela qual achamos que o país também o deve fazer, porque não é sempre que se ganha o título desta dimensão.

Questionado sobre a forma como viveu os momentos antes, durante e após o jogo, o presidente da Liga Muçulmana disse:

– Todo o dia de domingo foi para mim de tensão. Aliás, a partir da altura em que nos apurámos para a final, passei a viver momentos de muita expectativa. Os contactos com a equipa técnica e atletas não cessavam, tudo na perspectiva de sensibilizar o grupo sobre as dificuldades que poderia ter diante do Inter de Luanda, adversário da final, principalmente no que diz respeito à arbitragem. Ao longo do jogo, íamos falando com a Renata, que faz parte do corpo técnico. As mensagens passaram e quando o jogo acabou foi aquela explosão de alegria que se pode imaginar. Não dormi. Nquela noite, tudo o que queria era que amanhecesse para me poder encontrar com as pessoas e partilharmos esta alegria,disse Rafik Sidat, visivelmente emocionado, adiantando que, quando a Liga Muçulmana abraçou o projecto de basquetebol, a direcção do clube tinha a consciência de que a nível interno não haveria adversários à altura de fazer face à qualidade das jogadores que formam a equipa, razão pela qual o objectivo passou a ser continental.

– Isto foi a concretização de um sonho. Agora vamos atacar a formação porque estas atletas não vão durar para sempre. Já temos campo e balneários reabilitados e um protocolo assinado com a Escola Secundária da Matola, disse o nosso entrevistado.

Temos de alargar a base

– Francisco Mabjaia, presidente da FMB

O presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, Francisco Mabjaia, também esteve no aeroporto e teve o ensejo de acompanhar a comitiva até à etapa final da sua digressão por algumas artérias da cidade de Maputo. Falando ao desafio, teceu o seguinte comentário:

– A mensagem que deve ser passada para todos é que precisamos de trabalhar mas, acima de tudo, precisamos de alargar a base do basquetebol feminino, que neste momento é muito pequena, e não nos devemos dar por satisfeitos com ela. Precisamos de alargá-la pelo país todo, pois não deve ser só Maputo, olhando para as camadas de formação, porque esta nossa equipa de seniores femininos, daqui a alguns dias, não terá as mesmas jogadoras. Elas terão de deixar de jogar e nós temos de ter a capacidade de manter estas conquistas. E, como sabemos, mais difícil mesmo é manter, mas pode-se conseguir a manutenção se se apostar no trabalho.

APÓS REENCONTRO COM A MÃE MARGARIDA BECULA

Dedico a vitória ao país

– Valerdina Manhonga, capitã da equipa

Valerdina Manhonga foi a primeira a fazer aparições momentos após o desembarque no Aeroporto de Mavalane, erguendo a taça, na qualidade de capitã da equipa. Falando ao nosso semanário, mesmo com emoção incontida, principalmente após a saudaçãocom a sua mãe, disse a propósito do inesquecível domingo do dia 28 de Novembro:

– A noite de domingo, em Abidjan, foi vivida com muita concentração, justamente o que não aconteceu na partida contra o CSA de Abidjan, que acabámos perdendo. Este resultado negativo abriu-nos mais horizontes e na noite de domingo tivemos a serenidade e a calma necessárias para conseguirmos o nosso objectivo. O que se seguiu foi um momento de euforia, descreve Valerdina Manhonga, que dedica este feito a toda a direcção do clube, à massa associativa, à equipa técnica, a todo o grupo de trabalho, à família de cada um, a Moçambique e a Deus, acima de tudo.

Entre abraços e lágrimas, a mãe de Valerdina, mesmo em soluços e encharcada de lágrimas, balbuciou:

– Não tenho palavras. Estou muito emocionada por tudo quanto a equipa fez, com o contributo da minha filha nesta luta pelo triunfo que dignifica Moçambique. Muito obrigada! Quando a Valerdina se despediu e disse que ia a Abidjan, eu desejei-lhe saúde, em primeiro lugar, a seguir força e vitória. E ela teve tudo isso. Estou feliz,disse Margarida Becula.

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Moçambola 2019

Pos Equipe J V E D GC GM Pts DP
1. C. do Sol 30 20 6 4 25 56 64 +31
2. UD Songo 30 19 3 8 29 47 59 +18
3. Fer. Maputo 30 13 9 8 22 34 43 +12
4. Fer. Beira 30 12 9 9 25 34 43 +9
5. Fer. Nacala 30 12 5 13 31 28 40 -3
6. ENH 30 10 11 9 30 29 37 -1
7. LD Maputo 30 11 7 12 36 30 37 -6
8. Textafrica 30 11 7 12 30 22 37 -8
9. Des. Maputo 30 10 10 10 29 35 36 +6
10. Incomáti 30 10 10 10 31 29 36 -2
LD Maputo 5 : 4 Des. Maputo
Têx. Púnguè 1 : 1 Nacala
B. de Pemba 1 : 2 ENH
Chibuto 1 : 0 UD Songo
Fer. Nacala 1 : 0 Fer. Beira
Fer. Nampula 2 : 1 C. do Sol
Maxaquene 1 : 0 Fer. Maputo
Textafrica 1 : 1 Incomáti

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