O futuro do nosso basket passa pelo desempenho de todos

Para Francisco Mabjaia, o mérito da histórica presença de Moçambique no Mundial da Turquia é, acima de tudo, dos clubes que todos os dias trabalham na modalidade.

No entanto, são esses clubes que Mabjaia espera que tracem o destino da modalidade nos próximos anos, ao assumirem uma postura ainda mais cuidada para com a modalidade.

MABJAIA SENTA-SE NO BANCO COM A EQUIPA

Um dado curioso neste Mundial é que o presidente da FMB acompanha todos os jogos da Selecção Nacional no banco técnico da equipa e não na tribuna de honra, onde por cortesia a organização até reservou um lugar para si e outras altas individualidades nacionais que acompanham a equipa.

 - Por que razão não foi sentar-se na tribuna de honra e ficou no mesmo banco com a equipa?

- Tenho estado a resistir e sentar-me no banco desde o ano passado, durante o Afrobasket, porque o próprio grupo pede para estar por parte porque me considera parte da equipa. Há momentos em que tenho de estar distante, mas desta vez decidi sentar-me porque achei que devia estar por perto da equipa para transmitir algum calor adicional. O meu calor juntou-se ao transmitido pelo enorme público moçambicano que esteve cá. Aliás, parecia que estivéssemos a jogar em casa porque sempre tivemos apoio dos moçambicanos.

- Do banco, como acompanhou o jogo da estreia de Moçambique no Mundial, frente ao Canadá?

- Acompanhei com a mesma emoção de sempre. Acreditava que era possível chegarmos àquilo que era o nosso objectivo, que era ganhar. Aliás, em algum momento pareceu mesmo que era possível ganharmos. Foi emocionante.

- Quando diz que em algum momento acreditou que era possível ganharmos, na sua óptica, quando deixou de acreditar na vitória?

- Pareceu-me que o terceiro período não nos correu bem. Depois do intervalo não reentrámos bem para o jogo. O terceiro período foi determinante e a diferença alargou-se, e a partir daí pareceu difícil reduzir a diferença pontual. Mesmo assim, no terceiro período lutámos e tentámos reduzir a diferença, mas o terceiro período havia sido mau e determinante para o desfecho que o jogo viria a ter.

- O Canadá era a equipa mais acessível ou num Campeonato do Mundo não há equipas acessíveis?

- O Canadá não era uma equipa acessível. Pode ser que na altura do sorteio, porque não conhecíamos, esta equipa nos tenha parecido a mais acessível, mas ao longo do período de preparação fomos acompanhando a sua trajectória de preparação e constatámos que era um adversário forte. Apesar disso, não deixámos de acreditar nas nossas chances de ganhar. É o que se viu. A nossa equipa entrou para jogar de igual para igual.

Acompanha toda a entrevista na edição impressa desta semana. Já nas bancas